Minera Brasil
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Login
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO
Sem resultados
Ver todos os resultados
Minera Brasil
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Artigos & Opinião

Escala de Trabalho na Mineração

16 de outubro de 2026
em Artigos & Opinião
0
Escala de Trabalho na Mineração

Luís Maurício F. Azevedo. Foto: Reprodução.

Por Luís Maurício F. Azevedo, Presidente do Conselho — ABPM

O Brasil discute hoje a escala de trabalho. Muitos segmentos defendem mudanças; outros, não. O que segue não é uma posição, mas uma reflexão.

Na mineração, a escala é definida principalmente pela localização da mina. Minas próximas a cidades usam escalas semanais (5×2, 6×1 ou turnos rotativos), enquanto minas remotas usam escalas compensadas em blocos longos de trabalho seguidos de folga equivalente, quase sempre com turnos de 12 horas.

A distinção entre céu aberto e subterrânea é menos sobre o formato da escala e mais sobre limites legais e normas de fadiga, calor e exposição. Alguns países tratam o trabalho subterrâneo como penoso ou insalubre e impõem jornadas menores, como é o caso do Brasil.

Ainda assim, em quase todos esses países, a solução veio da negociação. Escalas como 7×7 e 14×14 tornaram-se viáveis por meio da compensação por média, em que o limite semanal é calculado sobre um ciclo de várias semanas. As folgas longas dão ao trabalhador uma flexibilidade valiosa: permitem miniférias, outras atividades e, em inúmeros casos, que casais que trabalham em escala sincronizem seus períodos de descanso.

Visitando minas na Austrália, conheci vários desses casais. Os que não têm filhos combinam suas escalas para folgar juntos e vivem, na prática, metade do tempo em férias. Os que têm filhos me disseram que o relacionamento melhorou muito: “Em cada período de 15 dias de trabalho na mina, passamos 5 dias cada um por conta própria, no trabalho ou em casa, e 10 dias juntos. Isso nos permite criar os filhos juntos metade do tempo e individualmente a outra metade.”

Veja como funciona em alguns dos principais países mineradores:

PaísLimite legal geralSubterrâneoEscalas típicas na mineração
Austrália38h/semana mais horas extras “razoáveis” (National Employment Standards), com média permitida pelo Mining Industry Award e por acordos coletivosSem limite legal específico; a fadiga é regulada por códigos estaduais de saúde e segurança (ex.: WA, Queensland)Regime FIFO (fly-in fly-out, trabalhadores levados de avião ao local): 2×1 (14×7), 8×6, 4×4, 7×7; turnos de 12h
CanadáCompetência provincial. Ontário: 8h/dia e 48h/semana, com extras a partir de 44h. BC: 8h/40h. Quebec: extras a partir de 40h. Média permitida por acordoOntário tem regra própria para minas subterrâneas (8h/dia, 48h/semana), com exceções por acordo7×7, 14×14, 4×4 em minas remotas com acampamento; turnos de 10 a 12h
EUASem limite de horas para adultos (FLSA); apenas adicional de horas extras acima de 40h/semana. A MSHA, agência federal de segurança em minas, não fixa jornadaAlguns estados mantêm leis históricas de 8h para minas subterrâneas (ex.: Montana)4×4 (12h), 5×2, 7×7; 14×14 em locais remotos como Alasca e Nevada
ChileLei 21.561 (Lei das 40 Horas): 44h desde abril/2024, 42h desde abril/2026 e 40h em abril/2028. Máximo de 12h/diaSem regime legal distintoJornadas excepcionais autorizadas pela Dirección del Trabajo: 7×7, 4×4, 10×10, 14×14 com turnos de 12h. O 7×7 de 12h equivale a 42h/semana em média
Peru8h/dia e 48h/semana; jornadas atípicas acumulativas permitidas se a média do ciclo não exceder 48hSem regime legal distinto14×7, 20×10, 21×7 com turnos longos. O Tribunal Constitucional (caso Toquepala, 2005/2006) restringiu jornadas de 12h que ultrapassem a média legal e exigiu condições de segurança, o que gerou muita litigância
Argentina8h/dia e 48h/semana (Lei 11.544)O trabalho subterrâneo é tratado como insalubre: 6h/dia e 36h/semana7×7, 14×14 e 4×4 com turnos de 12h, via convenções coletivas (sindicato AOMA). Na mineração subterrânea, as escalas precisam respeitar o limite reduzido

Comparação com o Brasil

O regime brasileiro está entre os mais restritivos do mundo, e talvez seja este um dos motivos pelos quais a mineração nacional ainda não alcançou sua plenitude. A CLT fixa 8h/dia e 44h/semana. No subsolo, o art. 293 limita a jornada a 6h/dia e 36h/semana, e o art. 295 permite estendê-la até 8h mediante acordo ou convenção coletiva e autorização da autoridade competente em segurança e saúde do trabalho. Em turnos ininterruptos de revezamento, a jornada é de 6h, ampliável a 8h por negociação coletiva (Súmula 423 do TST). Escalas como 12×36 e regimes compensados dependem de negociações coletivas complexas, frequentemente questionadas na Justiça.

Por isso, escalas consagradas no Chile, no Peru e na Austrália, como 7×7 ou 14×14 com turnos de 12 horas, enfrentam no Brasil elevado risco jurídico e raramente são adotadas.

O próprio Brasil, aliás, já tem a prova de que esse caminho funciona. Os petroleiros embarcados da Petrobras trabalham em regime de confinamento, com turnos de 12 horas, e cumprem escalas de 14 dias embarcados por 21 dias de folga, amparadas na Lei nº 5.811/1972 e consolidadas em acordos coletivos. É um modelo negociado e amplamente aceito por trabalhadores e empresa, que combina segurança operacional, boa remuneração e longos períodos de convívio familiar. Se funciona em uma plataforma em alto-mar, não há razão para que não funcione em uma mina remota na Amazônia.

Para nós, o regime pode ser 6×1 ou 5×2. O essencial não está no número, mas na liberdade de construir, pela negociação, o arranjo que melhor atenda ao trabalhador e à empresa. Que a negociação livre e plena seja prestigiada, e que Executivo e Judiciário respeitem a vontade das partes.

Basta de tutela e de autonomia vigiada. Num mundo em que a informação circula de forma ampla e imediata, já não se sustenta a premissa de que o trabalhador negocia sob pressão ou sem conhecimento de causa. Temos a convicção de que, adotada a liberdade de negociação, o país chegará a um modelo que concilie competitividade, produtividade, geração de empregos, remuneração adequada e qualidade de vida. Para onde o Brasil decidir ir, a mineração irá junto, desde que se respeitem, em igual medida, o trabalhador e o minerador.

Sugiro pontuarmos a liberdade de negociação para a defesa de um modelo que concilie competitividade, produtividade, geração de empregos, remuneração adequada e qualidade de vida.

Compartilhe:

  • Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Post Anterior

Vale conclui transação e transfere controle da mina de Thompson para nova operadora no Canadá

Deixe uma respostaCancelar resposta

345x345
  • Tendências
  • Comentários
  • Último
Conselho de minerais críticos; saiba quem são os representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior

Conselho de minerais críticos; saiba quem são os representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior

17 de setembro de 2026
Anglo American contesta críticas e reafirma venda de minas de níquel à MMG

Anglo American alerta que minas de níquel no Brasil podem fechar se a UE bloquear venda à MMG

9 de outubro de 2026
Mineração Taboca prevê US$ 100 milhões para ampliar operações no Amazonas

Mineração Taboca prevê US$ 100 milhões para ampliar operações no Amazonas

22 de setembro de 2026
Gold Mountain obtém direito exclusivo para adquirir mina histórica de tungstênio no Brasil

Gold Mountain obtém direito exclusivo para adquirir mina histórica de tungstênio no Brasil

5 de outubro de 2026
Sigma é escolhida pela Nasdaq para tocar sino na Semana do Clima de Nova York após atingir 100% de circularidade

Sigma é escolhida pela Nasdaq para tocar sino na Semana do Clima de Nova York após atingir 100% de circularidade

Minerais críticos: os impactos da nova lei no mercado de M&A

Minerais críticos: os impactos da nova lei no mercado de M&A

Minas Gerais avança rumo ao fim das barragens e fortalece a mineração sustentável com o empilhamento a seco

Projeto desenvolvido pela Cedro Mineração economiza R$ 3,56 milhões por ano em mina de Mariana

Estudo eleva valor do projeto Luanga, da Bravo Mining, para US$ 1,45 bilhão

Estudo eleva valor do projeto Luanga, da Bravo Mining, para US$ 1,45 bilhão

Escala de Trabalho na Mineração

Escala de Trabalho na Mineração

16 de outubro de 2026
Remuneração aos acionistas é anunciada pela Vale

Vale conclui transação e transfere controle da mina de Thompson para nova operadora no Canadá

16 de outubro de 2026
ANM recebe prêmio internacional por excelência na gestão da segurança de barragens de mineração

ANM recebe prêmio internacional por excelência na gestão da segurança de barragens de mineração

16 de outubro de 2026
Potássio do Brasil testa IA para aumentar produção de fertilizante

Potássio do Brasil testa IA para aumentar produção de fertilizante

16 de outubro de 2026

Notícias Recentes

Escala de Trabalho na Mineração

Escala de Trabalho na Mineração

16 de outubro de 2026
Remuneração aos acionistas é anunciada pela Vale

Vale conclui transação e transfere controle da mina de Thompson para nova operadora no Canadá

16 de outubro de 2026
Potássio do Brasil testa IA para aumentar produção de fertilizante

Potássio do Brasil testa IA para aumentar produção de fertilizante

16 de outubro de 2026
PLS aprova expansão de US$ 1,31 bilhão para elevar produção de lítio na Austrália

PLS aprova expansão de US$ 1,31 bilhão para elevar produção de lítio na Austrália

16 de outubro de 2026
Minera Brasil

© 2024 Minera Brasil - Agência de Notícias da Mineração Brasileira.

Navegar no site

  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO

Siga o Minera nas redes sociais

Bem vindo de volta!

Faça login com o Google
Faça login com o Linked In
OU

Faça login em sua conta abaixo

Esqueceu a senha?

Recuperar sua senha

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Login
plugins premium WordPress
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO

© 2024 Minera Brasil - Agência de Notícias da Mineração Brasileira.

Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência em nosso site.
ASSINE NOSSA NEWSLETTER
Fique atualizado com as últimas notíciase inovações do setor mineral brasileiro.
Close
%d