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Por Ricardo Lima
A Bravo Mining anunciou nesta segunda-feira (6/4) um aporte imediato de US$ 20,5 milhões para acelerar o desenvolvimento do Projeto Luanga, localizado no Pará. O recurso, oriundo de um fundo administrado pela Orion Mine Finance, fortalece o balanço financeiro da mineradora e marca o início de um investimento estratégico que pode chegar a US$ 300 milhões, utilizando instrumentos como capital próprio e dívida.
Com a entrada deste capital, a companhia atinge um caixa total de aproximadamente US$ 96,5 milhões. O montante garante os recursos necessários para a conclusão do Estudo de Pré-Viabilidade (PFS) do projeto de metais do grupo da platina. O estudo está previsto para o terceiro trimestre de 2026.
“Este resultado inclui um acordo de investimento que fornece opções potenciais para o financiamento futuro do projeto, um componente-chave da nossa estratégia geral de redução de riscos, e traz consigo uma das principais casas de financiamento de mineração, alinhada com nossa visão de longo prazo para o desenvolvimento de Luanga”, afirmou Luis Azevedo, presidente e CEO da Bravo.
Além da entrada do dinheiro, o acordo dá à Orion o direito de preferência em futuros negócios da Bravo. Caso outra empresa queira financiar o projeto ou comprar antecipadamente a produção da mina, a Orion tem o direito de igualar a proposta e ficar com o negócio. Além disso, ela poderá comprar novas ações no futuro para garantir que sua porcentagem de participação na empresa não seja reduzida.
O contrato também define regras sobre os royalties. Se o BNDES decidir vender sua participação nos lucros do Projeto Luanga e a Bravo não quiser comprá-la, a Orion poderá assumir esse direito. A parceira também poderá adquirir 10% de qualquer direito de exploração que a Bravo recupere futuramente.
A colocação privada envolveu a emissão de mais de 7 milhões de ações ordinárias ao preço de C$ 4,071 cada. Os papéis estão sujeitos a um período de carência até agosto de 2026. A Bravo Mining continuará focada no cronograma de Luanga, com planos de avançar para um Estudo de Viabilidade (FS) em 2027, além de manter as explorações de metais do grupo da platina, ouro e cobre.













