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Por Redação
O Brasil prepara uma ofensiva institucional e empresarial no PDAC 2026, maior encontro global do setor mineral, realizado anualmente em Toronto, no Canadá, com o objetivo de atrair investimentos, ampliar parcerias e reforçar a imagem do país como fornecedor confiável de minerais críticos na transição energética.
A delegação brasileira que participa do evento é formada por executivos e profissionais de 33 empresas de mineração, além de entidades do setor e autoridades do Governo Federal, em ação coordenada pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB), em parceria com o Brazil-Canada Chamber of Commerce (BCCC) e Consulado Geral do Brasil em Toronto.
A programação começa em 28 de fevereiro, com coquetel de boas-vindas e networking da delegação brasileira (ADIMB e BCCC). Em 1º de março, ocorre o Brunch de Mineração Brasil–Canadá, na Bolsa de Valores de Toronto voltado a CEOs, executivos de mineradoras e empresas júnior, investidores e fornecedores de METS.
Já dia 2, há o almoço Brasil–Capitais do Canadá (BCCC), e, no mesmo dia, a equipe Mine Hunters, formada por estudantes de Geologia da UFRN, participa como finalista do Next Generation Explorers Award (NGEA™), competição internacional da PDAC.
Brazilian Mining Day (BMD 2026)
Em 3 de março, a delegação participa da Abertura do Mercado da América Latina, na TSX/TSXV, e realiza o Brazilian Mining Day (BMD 2026), no Metro Toronto Convention Centre (MTCC). O seminário, organizado pela ADIMB, reúne autoridades, executivos e investidores para discutir perspectivas da indústria, governança regulatória e licenciamento ambiental, minerais críticos e metais preciosos, inovação e conhecimento geológico, além de uma sequência de apresentações de projetos de exploração e sessões de networking.
Em parceria com a ApexBrasil, O BMD terá ainda apresentações de empresas juniors com projetos de pesquisa mineral em metais/minerais críticos em diversos estágios de desenvolvimento no Brasil. As rodadas de apresentação serão intercaladas por momentos de interação entre as empresas e potenciais investidores.
O Brazilian Mining Day busca promover a sinergia entre os setores público e privado da mineração no Brasil e a comunidade internacional ao apresentar novos cenários para o setor de mineração brasileiro, juntamente com o desenvolvimento de novos projetos de exploração e extração mineral, sob a perspectiva de órgãos governamentais e executivos de empresas privadas nacionais e internacionais.
Brasil Pavilion
A missão brasileira ao PDAC contará ainda com o Brasil Pavilion, área de 90 m² destinada a apoiar a articulação de parcerias e negócios entre entidades governamentais e empresas patrocinadoras. O local é equipado para reuniões de negócio e/ou bilaterais entre países, e também terá de uma programação de eventos, que tem como objetivo apresentar à comunidade internacional novas perspectivas, tendências e oportunidades do setor mineral brasileiro, em especial no contexto da transição energética global, o potencial econômico e mineral do país, e as melhorias no ambiente de negócios, procurando posicionar o Brasil como um dos principais destinos dos investimentos internacionais.

Brasil Pavilion, área de 90 m² destinada a apoiar a articulação de parcerias e negócios entre entidades governamentais e empresas patrocinadoras.
A ADIMB, destaca que a mensagem do Brasil no PDAC deste ano, é de que o país oferece um setor mineral com marco legal e licenciamento estruturados e práticas ESG, em um momento em que cadeias globais de fornecimento buscam diversificação e previsibilidade, o país tem se posicionado com alternativa para receber investimentos em projetos ligados minerais estratégicos, insumos essenciais para baterias, eletrificação e tecnologias de baixo carbono, oferendo oportunidades de longo prazo, com potencial de atrair capital e estimular novas frentes de exploração mineral.
Para saber mais acesse: https://adimb.org.br/pdac26/programa/
Canadá é o hub do capital para mineração
O Canadá é o principal hub financeiro da mineração porque boa parte das empresas de exploração e mineração do mundo capta dinheiro em Toronto, onde ficam a Toronto Stock Exchange (TSX) e a TSX Venture Exchange (TSXV) — bolsas conhecidas por concentrar companhias do setor, analistas especializados e investidores acostumados ao risco típico da mineração.
Na prática, é um ecossistema em que projetos de vários países buscam visibilidade e financiamento: de um lado, empresas apresentam seus ativos e planos; do outro, fundos e investidores avaliam o potencial e o cronograma, o que faz do PDAC uma espécie de “feira global” onde capital e projetos se encontram.












