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Por Ricardo Lima
A Aura Minerals anunciou nesta sexta-feira (10) os resultados preliminares referentes ao primeiro trimestre deste ano. A companhia produziu um total de 82,137 mil onças de ouro equivalentes em suas seis minas em operação. O resultado é 37% superior à produção registrada no primeiro trimestre do ano passado.
As quatro operações brasileiras tiveram papel relevante no resultado: Borborema, no Rio Grande do Norte, liderou com 17,101 mil onças de ouro equivalentes, seguida por Almas (TO), com 15,838 mil. A unidade Mineração Serra Grande (GO) produziu 8,580 mil, enquanto Apoena (MT) registrou 7,525 mil onças no período.
“Entregamos mais um trimestre recorde de produção no início de 2026 […] Apesar da menor produção em Apoena e Borborema devido ao sequenciamento de mina”, afirmou o CEO e presidente da companhia, Rodrigo Barbosa.
Segundo a empresa, o volume produzido no trimestre também superou o registrado no quarto trimestre de 2025, consolidando um novo recorde histórico. A produção, a preços constantes, avançou 1% na comparação trimestral e 41% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As vendas acompanharam o desempenho operacional: foram comercializadas 81,364 mil onças entre janeiro e março, levemente acima do trimestre anterior. De acordo com a empresa, o resultado reflete a consistência operacional das minas e o alinhamento com o plano estratégico da companhia.
Desempenho por operação
No exterior, Aranzazu, no México, produziu 15,694 mil onças equivalentes, com queda frente ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025, impactada por preços mais altos dos metais e menores teores, em linha com o plano de lavra, mas com expectativa de recuperação ao longo do ano. Em Honduras, Minosa somou 17,399 mil onças de ouro, estável na comparação anual e com leve recuo trimestral, dentro das expectativas da companhia, enquanto as vendas foram sustentadas pelo cronograma de embarques.
Entre os ativos, Almas se destacou com crescimento de 21% na comparação anual, impulsionado por maior processamento de minério e ganhos de eficiência após a expansão da planta. Já Borborema avançou 9% frente ao trimestre anterior, mantendo a trajetória de ramp-up.
Por outro lado, Apoena registrou queda de produção, impactada por menores taxas de recuperação e teor de minério, enquanto a unidade Mineração Serra Grande passou por intervenções em infraestrutura subterrânea, consideradas essenciais para sustentar o crescimento futuro.
Ao projetar o crescimento da companhia no médio e longo prazo, Barbosa destacou o avanço de projetos estratégicos em diferentes frentes: “Olhando para os próximos anos, seguimos avançando na expansão de Borborema, no desenvolvimento subterrâneo de Almas, no Estudo de Viabilidade atualizado de Matupá, com suas onças adicionais recentemente divulgadas, e nos trabalhos iniciais em Era Dorada, todos apoiando nossa próxima fase de crescimento rumo a mais de 600 mil GEO anuais“, finalizou.













