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Por Ricardo Lima
A Atlas Critical Minerals anunciou a nomeação de James Schloffer como diretor técnico (CTO) da companhia, em um momento de expansão de seu portfólio de minerais críticos no Brasil. A empresa, que atua na exploração de terras raras, grafite, urânio e minério de ferro e possui ações listadas na Nasdaq (ATCX), busca acelerar o desenvolvimento de projetos considerados estratégicos para cadeias globais de suprimento.
A chegada do executivo reforça a estratégia da companhia de avançar simultaneamente em diferentes frentes de minerais críticos, em um cenário global marcado pela crescente demanda por insumos ligados à transição energética, à indústria de defesa e às aplicações tecnológicas.
Schloffer também traz experiência direta no ambiente de mineração brasileiro. Ele integrou a equipe da Atlas Lithium no desenvolvimento do projeto de lítio Neves, em Minas Gerais
“A Atlas controla hoje um dos maiores portfólios de minerais críticos do Brasil, com mais de 218 mil hectares em direitos minerários, e está avançando em terras raras, grafite de grau nuclear, urânio e minério de ferro – todas áreas em que atuei ao longo da carreira”, afirma Schloffer. “É uma oportunidade de combinar essa experiência com um portfólio de ativos de escala e relevância estratégica“, finaliza
Experiência internacional
Engenheiro químico formado pela Universidade de Melbourne, Schloffer acumula mais de 15 anos de experiência em engenharia de processos, com atuação que abrange estudos e simulação de projetos, comissionamento, otimização de plantas e operação comercial.
Na área de terras raras, o executivo participou de projetos na Austrália e na África, incluindo a operação Browns Range e os projetos Ngualla e Nolans Bore. A experiência é considerada estratégica para o avanço dos projetos Alto do Paranaíba e Iporá, que posicionam a Atlas entre as empresas mais ativas no segmento no Brasil.
Segundo a companhia, o histórico técnico do novo diretor também contribui para o desenvolvimento de iniciativas em grafite, urânio e minério de ferro.
Schloffer atuou ainda em estudos e projetos de concentradores de grafite, área relevante para a estratégia da Atlas em Minas Gerais, onde a empresa conduz o projeto Malacacheta. Testes independentes realizados nos Estados Unidos indicaram que o concentrado do projeto alcançou pureza de 99,9995% de carbono, nível compatível com especificações de grau nuclear.
De acordo com a empresa, o resultado abre espaço para a obtenção de prêmios relevantes em relação ao grafite convencional no mercado internacional.
O executivo também possui experiência em projetos de urânio e vanádio, além de ter participado de operações de minério de ferro em grandes grupos globais como Fortescue, Rio Tinto, Mineral Resources e Roy Hill. Esse histórico é visto como um reforço para a fase de ramp-up do projeto de minério de ferro Rio Piracicaba, ativo já gerador de receita.
O executivo atuou ainda como engenheiro de processos sênior em projetos da Sigma Lithium no estado, com foco em testes metalúrgicos e estudos de viabilidade.
Expansão do portfólio de minerais críticos
Para Marc Fogassa, CEO e chairman da Atlas Critical Minerals, a contratação fortalece a capacidade da empresa de transformar ativos em operações produtivas.
“O James reúne experiência prática em terras raras, grafite, urânio e minério de ferro, algo raro em um único profissional, e isso nos ajuda a acelerar a transformação de um grande portfólio em projetos efetivos em um momento de busca por cadeias de suprimento fora da China”, diz.
A Atlas Critical Minerals detém mais de 218 mil hectares em direitos minerários no Brasil, com projetos em Minas Gerais e Goiás voltados à exploração de terras raras, grafite de grau nuclear, urânio, titânio e outros minerais considerados estratégicos. Esses recursos são utilizados em tecnologias associadas à transição energética, à indústria de defesa e a aplicações ligadas à inteligência artificial.
Recentemente, um dos projetos de minério de ferro da companhia entrou em operação, abrindo uma nova frente de geração de caixa no curto prazo e reforçando a estratégia de crescimento da empresa no país.











