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Por Ricardo Lima
A ArcelorMittal Brasil anunciou na quarta-feira (18/3) a inauguração da nova planta de beneficiamento de minério de ferro na Unidade de Serra Azul, em Itatiaiuçu, Minas Gerais. Com investimento de R$ 2,5 bilhões, a estrutura amplia a capacidade produtiva e integra o ciclo de investimentos de R$ 25 bilhões da ArcelorMittal no Brasil, iniciado em 2022 e em fase de conclusão.
A nova planta vai elevar a produção anual da mina de 1,5 milhão para 4,5 milhões de toneladas, em linha com a estratégia da empresa de ampliar a oferta de minério de maior valor agregado. O pellet feed, principal produto, tem alto teor de ferro (cerca de 67%) e baixos níveis de impurezas. A expansão também prolonga a vida útil da mina até 2056 e reforça a relevância da unidade no conjunto das operações internacionais do grupo.
“O objetivo da ampliação de Serra Azul é aumentar a produção, prolongar a sua vida útil e possibilitar que opere com menos emissão de carbono, um compromisso global da empresa”, afirmou Sérgio Botelho, diretor executivo da mina.
O empreendimento faz parte do maior ciclo de investimentos já realizado pela companhia no Brasil, iniciado em 2022, que inclui modernização industrial, diversificação de produtos e avanços em energia renovável. A produção da unidade mineira será destinada majoritariamente ao abastecimento de operações do grupo no México, com logística integrada por ferrovia até o Porto Sudeste, de onde o material segue para exportação.
Do ponto de vista operacional, o projeto mobilizou uma estrutura de grande porte, com 17 mil toneladas de equipamentos e estruturas metálicas, cerca de 700 quilômetros de cabos elétricos e a movimentação de 2,5 milhões de metros cúbicos de terra. A expansão também teve impacto direto no mercado de trabalho local, com a criação de 332 empregos permanentes, o que praticamente dobrou o quadro da unidade.
Avanços ambientais na operação
Na dimensão ambiental, a empresa afirma ter priorizado tecnologias de menor consumo energético e sistemas de recirculação hídrica, com reaproveitamento de mais de 90% da água utilizada no processo. Outro destaque é o modelo de disposição de rejeitos a seco, sem uso de barragens, adotado desde 2012 e ampliado com a nova planta de filtragem.
“Todo o projeto é pautado pela excelência em gestão socioambiental, buscando garantir os menores impactos possíveis para o meio ambiente e as comunidades vizinhas”, explica Sérgio Botelho.
Apesar do aumento expressivo da produção, a área de lavra foi ampliada em apenas 13%, o que, segundo a companhia, contribui para mitigar impactos ambientais e reduzir a pressão sobre o território. A avaliação é de que o projeto consolida a presença da empresa em Minas Gerais e reforça a relevância da mineração na economia regional.













