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Por Ricardo Lima
A Anglo American registrou crescimento no resultado financeiro de sua principal operação brasileira em 2025, com aumento de 6% no EBITDA do Sistema Minas-Rio, que atingiu US$ 1,137 bilhão, ante US$ 1,074 bilhão em 2024, impulsionado principalmente pela valorização do minério de ferro no período. A companhia também ampliou significativamente os investimentos na operação, enquanto o negócio de níquel apresentou forte retração de rentabilidade.
Os resultados consolidados divulgados nesta sexta-feira (20) mostram avanço na geração de caixa do principal ativo da empresa no país, após um 2024 marcado pela queda dos preços do minério, além de aumento expressivo dos aportes em modernização e continuidade de projetos operacionais.
Segundo a presidente da empresa no Brasil, Ana Sanches, o desempenho financeiro reflete a consistência operacional do empreendimento.
“O comprometimento das nossas pessoas com a segurança e com a busca contínua da excelência operacional, aliado a planos de produção robustos e consistentes, foi essencial para garantir o volume e a qualidade do nosso minério. Esses fatores se refletiram na ótima performance do Minas-Rio em 2025”, afirmou.
A companhia também elevou de forma significativa a despesa com investimentos (Capex), que chegou a US$ 603 milhões, crescimento de 44% em relação aos US$ 418 milhões registrados em 2024. Os recursos foram destinados principalmente à conclusão da planta de filtragem de rejeitos e à substituição planejada de equipamentos.
Queda de rentabilidade no níquel
Em contraste com o avanço do minério de ferro, o negócio de níquel, atualmente em processo de venda pela companhia, registrou forte deterioração financeira. O EBITDA da operação caiu para US$ 6 milhões em 2025, frente a US$ 108 milhões em 2024.
A redução foi atribuída principalmente aos menores preços realizados do metal e ao impacto de maiores provisões para reabilitação ambiental, fatores parcialmente compensados pelo aumento no volume de vendas.
A companhia segue avançando no processo regulatório para a venda dos ativos de ferroníquel de Barro Alto e Codemin, em Goiás.
Produção e desempenho operacional
No campo operacional, os resultados confirmaram relativa estabilidade das operações, como informado pelo Minera Brasil em 6 de fevereiro. O Sistema Minas-Rio produziu 24,8 milhões de toneladas de minério de ferro premium em 2025, cerca de 1 milhão de toneladas acima do planejado, embora levemente abaixo das 25 milhões de toneladas registradas em 2024.
Já o negócio de níquel manteve estabilidade produtiva, com 39,7 mil toneladas no ano, frente a 39,4 mil toneladas no período anterior.
A empresa também informou avanços em metas de sustentabilidade, incluindo a ampliação de áreas destinadas à formação de um corredor ecológico ao redor do Minas-Rio e a manutenção de mais de 27 mil hectares de vegetação nativa preservada.
Para os próximos dois anos, a empresa projeta produção entre 24 milhões e 26 milhões de toneladas anuais para o Minas-Rio em 2026 e 2027, apoiada na continuidade do desempenho operacional.
Fusão com a Teck avança
A Anglo American também informou avanços no processo regulatório e de integração da fusão com a Teck, que dará origem à Anglo Teck, companhia que pretende se posicionar como líder global na produção de minerais críticos.
Segundo a empresa, a operação busca ampliar a exposição estratégica do grupo e destravar valor por meio da expansão do portfólio e do fortalecimento da presença no mercado global de mineração.
De acordo com a presidente da companhia no Brasil, Ana Sanches, a operação representa um movimento estratégico para o futuro da empresa.
“Esse acordo é decisivo para o futuro da nossa empresa e tenho convicção de que as pessoas serão um pilar central dessa transformação – pela colaboração, pela prática dos nossos valores e pela forma como lideramos e cuidamos uns dos outros. Seguimos focados na excelência, com disciplina e responsabilidade, contribuindo para o futuro da mineração”, declarou Sanches.














