quarta-feira, 21 fevereiro, 2024
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Sigma Lithium estreia na B3 com BDRs 100% brasileiras e realiza envio histórico de lítio para a China

Indústria verde brasileira de produção sustentável de insumo tecnológico pré-químico de lítio, com planta localizada no Vale do Jequitinhonha

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A Sigma Lithium, empresa listada na Bolsa de Toronto e na Nasdaq (a bolsa eletrônica dos Estados Unidos) e que desde abril opera uma mina de lítio e uma unidade industrial no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres de Minas Gerais, deu um novo passo nesta
segunda-feira, (24). A B3 disponibilizou para todas as corretoras que atuam no Brasil a possibilidade de negociar ações da empresa por meio de BDRs (Brazilian Depositary Recepts) – título emitido no Brasil que representa uma ação de companhia aberta constituída e listada no exterior.


Na prática, o BDR passa a permitir a possibilidade de investidores que operam no Brasil, seja pessoa física ou fundos, a negociar os papéis da Sigma em reais, assim como fazem com ações da Petrobras e Vale e outras empresas listadas na bolsa brasileira, sem a necessidade de abrir conta fora do País.


“O investidor brasileiro pode participar financeiramente, como acionista, de toda essa revolução tecnológica verde que está acontecendo no coração do Brasil”, afirma Ana Cabral, CEO da Sigma e sócia da A10 Investimentos, um fundo de private equity brasileiro que detém 46% de participação da Sigma.


A entrada da Sigma na bolsa brasileira foi uma iniciativa da B3. “É uma empresa que faz parte da nova economia, um case de sucesso sustentável cujas operações e sócios principais são brasileiros e recebeu apoio do mercado de capitais internacional há vários anos, ainda na fase pré-operacional”, diz Rogério Santana, diretor de Relacionamento da B3.


Segundo ele, a estreia da empresa na B3 não envolve uma oferta, pois a Sigma não está captando recursos novos. “Percebemos que os investidores brasileiros tinham interesse e levamos adiante a proposta de disponibilizar o BDR”, afirma Santana. O BDR da Sigma é do modelo não patrocinado (quando a iniciativa de disponibilizar esse papel não é da empresa) e tem o Banco B3 como instituição depositária, encarregada de dar apoio à operação de compra e venda dos papéis da empresa. Com isso, caberá ao Banco B3 emitir e cancelar BDRs nesse fluxo entre os mercados financeiros local e dos países onde a Sigma negocia ações – no Canadá (onde foi inicialmente listada, na Bolsa de Toronto) e nos EUA (Nasdaq).


XP, Morgan Stanley e Credit Suisse, por sua vez, atuarão como formadores de mercado, com a tarefa de estabelecer o preço de compra e venda dos BDRs da Sigma. O Banco B3 estabeleceu que cada ação da Sigma equivale a três BDRs no mercado brasileiro.
A proporção segue um padrão que busca sempre posicionar o BDR abaixo de R$ 50 para que o papel seja acessível para um número maior de investidores. A ação da Sigma custa em média USS 40. Juntamente com a Sigma, a B3 negociou a BDRs de outras duas empresas brasileiras listadas na Nadaq – a Pátria Investimentos, gestora líder em investimentos alternativos na América Latina, e Afya Educacional, hub de educação e soluções digitais para médicos.

Além de facilitar o acesso de investidores locais a ativos internacionais, os BDRs também viabilizam o investimento em empresas brasileiras listadas fora do país.A B3 registra 828 BDRs não patrocinados, entre os quais Stone, PagSeguro e Nubank. No primeiro semestre de 2023, o estoque desses papéis chegou a R$ 22 bilhões, com participação amplamente majoritária (97%) de pessoas físicas, que somam 2 milhões de investidores.

Fim da fase pré-operacional

Avaliada em cerca de US$ 4,1 bilhões, a oferta de BDRs reflete o potencial da Sigma, ancorado na grande demanda pelo lítio – um mineral fundamental na fabricação de baterias de carros elétricos e na transição energética, cujo mercado global deve atingir USS 22,6 bilhões até 2030.A chegada da Sigma à B3 ocorre três dias antes do primeiro embarque da produção da planta do Vale do Jequitinhonha. São 15 mil toneladas de lítio pré-químico premium e outros 15 mil toneladas de rejeitos ultrafinos sem produtos químicos, empilhados a seco.

O material será enviado pelo Porto de Vitória, no Espírito Santo, para a chinesa Yahua, onde receberá o refino final, cristalização e micronização. Esse é um processo intermediário que só é feito na China (98%) e na Austrália.A Sigma deve embarcar este ano 130 mil toneladas de lítio pré-químico premium e 200 mil toneladas do concentrado de baixo teor, o chamado rejeito verde ou ultrafino. A unidade atua com 70% da capacidade, produzindo uma média de 130 mil toneladas de insumos por mês. A previsão é de ampliar a produção para 270 mil toneladas em 2024.”Vamos construir mais duas linhas de produção nos próximos 12 meses”, diz a CEO da Sigma.

*Com informações de NeoFeed

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