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Por Ricardo Lima
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) iniciou sua participação na Prospectors & Developers Association of Canada 2026 (PDAC) com o alinhamento de um acordo de cooperação técnica em pesquisa mineral com o Geological Survey of Canada (GSC). A formalização do instrumento está prevista para esta terça-feira (3/03), durante a programação oficial do evento, realizado em Toronto.
A iniciativa marca o primeiro compromisso da agenda brasileira na maior convenção internacional voltada à prospecção mineral e ocorre em meio a esforços de ampliação da presença do Brasil no cenário geocientífico global.
“Iniciamos o primeiro dia do PDAC com reuniões muito importantes que reforçam o posicionamento do Brasil no cenário internacional e abrem caminho para novas parcerias, capazes de ampliar o conhecimento geológico, atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor mineral”, afirmou o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões.
A reunião entre as equipes técnicas teve como foco o alinhamento de ações conjuntas em pesquisas minerais, com ênfase na troca de metodologias, compartilhamento de bases de dados e capacitação de profissionais. O acordo prevê ainda intercâmbio de especialistas para atuação em diferentes contextos geológicos, como a região amazônica e o Ártico canadense.
De acordo com o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, a aproximação fortalece as capacidades institucionais dos dois países.
“Estamos fortalecendo o diálogo institucional com o GSC e construindo pontes para trabalharmos juntos em projetos voltados a temas estratégicos, como minerais críticos, geoquímica e mapeamento geológico”, declarou.
Participaram da reunião, pelo SGB, o diretor Valdir Silveira; o chefe do Departamento de Geologia, Marcelo Almeida; e os pesquisadores Maurício Pavan e Anderson Dourado. O GSC foi representado pela diretora-geral Sonia Talwar; pelos diretores executivos David Mate e Geneviève Marquis; além de Wouter Bleeker, Mohammed Parsasadr, Victoria Tschihart e Bruce Kjasgaard.
Mapa Geológico do Brasil ganha versão em inglês
O acordo sucede o lançamento, nesta segunda-feira (2/03), da versão em inglês do Mapa Geológico do Brasil (1:5.000.000), apresentado pelo SGB durante a PDAC 2026.
A publicação amplia o alcance internacional do produto técnico, incorporando dados atualizados, novas interpretações e avanços científicos sobre a formação geológica brasileira. O material é utilizado como referência para planejamento territorial, prospecção mineral e energética e formulação de políticas públicas.
Com a disponibilização em inglês, o SGB facilita o acesso de investidores internacionais, empresas e instituições a informações geocientíficas oficiais e atualizadas. A estatal destaca que a publicação em um dos principais eventos globais do setor mineral reforça a estratégia de ampliar a transparência e a difusão de dados técnicos, além de evidenciar o alinhamento do Brasil às demandas internacionais por minerais críticos e estratégicos, associados à transição energética e à inovação tecnológica.
Diálogo com investidores na Bolsa de Toronto

O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil, Vilmar Medeiros Simões, ao lado do diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira. Foto: Igo Estrela/SGB
Ainda no primeiro dia de agenda na Prospectors & Developers Association of Canada 2026, o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil, Vilmar Medeiros Simões; o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira; o chefe de gabinete da Presidência, Gledson Brito; e o pesquisador Anderson Dourado participaram do Brunch de Mineração Brasil–Canadá, realizado na Toronto Stock Exchange (TSX) e na TSX Venture Exchange, centros globais de financiamento para projetos de mineração.
O encontro reuniu executivos, investidores e autoridades brasileiras e canadenses para discutir oportunidades de investimento e cooperação bilateral. Entre os presentes estavam Guillaume Legare (TSX América do Sul); Peter Hawkins, da Mellohawk Logistics ABCC; Tomás Albuquerque, presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB); Anderson Arruda, do Ministério de Minas e Energia; Flávio Mota, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e Luís Maurício Azevedo, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM).












