sexta-feira, 17 maio, 2024
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Serviço Geológico do Brasil investe em tecnologia para análise de ouro

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realizou um investimento significativo de R$ 1 milhão em um equipamento de última geração para seu parque laboratorial: o micro fluorescência de raio-x, modelo XGT-9000, fabricado pela renomada empresa japonesa Horiba. O equipamento permite reconhecer o acervo de partículas de ouro

Essa tecnologia de Fluorescência de Raios-X é não destrutiva, o que significa que não danifica a amostra estudada, permitindo a identificação da composição e a concentração dos elementos presentes sem prejudicá-la. Além de ser amplamente utilizada em geologia e recursos minerais, a fluorescência de raios-X tem aplicações em diversas áreas, como biofísica, bioquímica, arqueologia, eletrônicos e ciência forense.

O funcionamento da técnica de Fluorescência de Raios-X é baseado na interação entre raios-X e a amostra. Quando os raios-X atingem a amostra, os elétrons dos átomos presentes nela são excitados, ganhando energia. Ao retornarem ao seu estado normal, os átomos emitem uma luz especial (fluorescência) que pode ser medida pelo equipamento.

Cada elemento presente na amostra emite uma luz com uma energia única, o que permite identificar os elementos presentes. Para determinar a quantidade de cada elemento, utiliza-se um método que compara a intensidade dessa luz especial com um padrão conhecido.

Após os testes iniciais e a definição dos protocolos analíticos, a técnica será aplicada no SGB para acelerar o conhecimento sobre o acervo de partículas de ouro. Stella Bijos, pesquisadora do SGB, destacou que essa análise será o primeiro passo químico no estudo detalhado do ouro, permitindo identificar os elementos principais acompanhantes do ouro e detectar elementos menores presentes em pequenas quantidades. Essas informações são cruciais para compreender a origem e o processo de formação do ouro.

Além de analisar partículas de ouro, o micro XRF será utilizado para examinar lâminas petrográficas do Projeto Cordilheira, onde serão estudados os minerais que compõem as rochas encontradas na dorsal meso-oceânica. O uso dessa tecnologia se torna uma ferramenta poderosa no suporte ao mapeamento geológico, auxiliando na identificação e classificação de rochas e minerais de interesse, com resultados obtidos em questão de minutos.

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