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Por Ígnea
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) revisou as estimativas de investimentos no setor mineral brasileiro para o próximo ciclo de cinco anos. Segundo o novo relatório, estão previstos aportes de US$ 76,9 bilhões entre 2026 e 2030, representando um crescimento de 12,5% em relação à projeção anterior, que abrangia o período de 2025 a 2029.
Os dados indicam uma tendência de diversificação nos investimentos, com recursos migrando aceleradamente para minerais estratégicos e pautas socioambientais, embora o minério de ferro mantenha liderança em volume absoluto.
O impulso dos minerais críticos e da transição energética

Arte: Ígnea / Divulgação.
Enquanto o minério de ferro segue como o maior destino de capital, com previsão de US$ 19,8 bilhões (alta de 1,1%), o relatório destaca aumentos substanciais em commodities ligadas à transição energética e à segurança alimentar.
As projeções para o cobre saltaram para US$ 8,6 bilhões, e para fertilizantes, alcançaram US$ 6,9 bilhões, ambos registrando crescimento significativo em comparação às estimativas anteriores, que superavam pouco a marca de US$ 1 bilhão cada.
O segmento de minerais críticos como um todo, incluindo terras raras, deverá receber US$ 21,3 bilhões até 2030, uma alta de 15,2% sobre o ciclo anterior. Esse movimento reflete o aumento da demanda global para a fabricação de equipamentos de alta tecnologia, como baterias e geradores eólicos.
Especificamente para terras raras, a alta prevista é de 10,4%, totalizando US$ 2,4 bilhões. O Brasil, que detém a segunda maior reserva global desses minerais, tem atraído atenção internacional diante da necessidade de diversificação das cadeias de suprimento, atualmente concentradas na China. Representantes dos Estados Unidos mantêm diálogos com o setor brasileiro em busca de oportunidades de investimento nessas matérias-primas estratégicas.
Investimentos socioambientais em alta
Outro ponto relevante do relatório é o crescimento dos investimentos em projetos socioambientais. Este segmento apresenta uma alta de quase 30%, totalizando US$ 14,7 bilhões na conta geral dos próximos cinco anos. O montante inclui o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias, como as voltadas para o reaproveitamento de rejeitos da mineração.
Balanço sólido de 2025 sustenta projeções
As projeções otimistas para o próximo quinquênio são sustentadas pelo desempenho do setor em 2025. De acordo com os dados do Ibram, o faturamento do setor mineral brasileiro no ano passado alcançou R$ 298,8 bilhões, um aumento de 10,3% em relação a 2024. O volume de exportações também cresceu. O segmento somou 430,67 milhões de toneladas exportadas em 2025 (alta de 7,1%), sendo 416,4 milhões de toneladas referentes ao minério de ferro. A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) acompanhou o ritmo, totalizando R$ 7,9 bilhões, um crescimento de 6,2% ante o ano anterior.
Fonte: IstoÉ












