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Por Ricardo Lima
A Lithium Ionic informou ontem (12) que o Projeto Bandeira, em Minas Gerais, atingiu 48% de conclusão da engenharia e entrou na fase de execução, com avanço das contratações e preparação para construção da operação de espodumênio. O ativo é integralmente controlado pela companhia e está situado no Vale do Jequitinhonha, o chamado “Vale do Lítio” brasileiro.
O avanço inclui a conclusão da engenharia básica dos principais pacotes de design, progresso nas obras de infraestrutura e mobilização de licitações estratégicas, enquanto negociações de offtake e financiamento evoluem para acordos vinculantes. O progresso ocorre em meio à recuperação do mercado de lítio, com o preço do espodumênio subindo mais de 125% desde setembro de 2025, de acordo com a Fastmarkets.
As atividades de desenvolvimento seguem em múltiplas frentes, incluindo definição de infraestrutura, acesso à mina e planejamento da operação subterrânea, com cronograma detalhado previsto para abril de 2026.
Segundo o CEO Blake Hylands, o projeto já entrou definitivamente na fase de execução.
Bandeira está firmemente na fase de execução. Com um estudo de viabilidade tecnicamente robusto, nosso foco passou para a entrega disciplinada — avançando engenharia, garantindo parcerias comerciais e preparando o projeto para construção
Blake Hylands – CEO
O CEO destacou ainda que o avanço ocorre em um cenário de mercado de lítio mais favorável que o observado à época do estudo inicial do projeto, reforçando o valor de longo prazo do ativo.
“Nosso objetivo é claro: levar à produção a próxima operação brasileira de lítio de alta qualidade e baixo custo, com fundamentos sólidos“, afirma Hylands.
O projeto entrou em fase estruturada de contratação e engajamento de fornecedores. As principais licitações incluem terraplenagem, drenagem, desenvolvimento de acesso à mina e infraestrutura local.
Até o momento, cerca de 23% dos pacotes de compras de infraestrutura foram colocados em processo de licitação, etapa considerada relevante para validação de custos de capital e execução do cronograma.
A engenharia da planta definiu parâmetros operacionais, seleção de equipamentos e layout das instalações de processamento. O desenvolvimento da mina subterrânea segue em planejamento detalhado, enquanto obras civis e infraestrutura de superfície avançam de forma integrada.
A companhia também ampliou sua equipe técnica e de execução, incluindo especialistas em mineração subterrânea, auditoria geotécnica e suporte em disciplinas de engenharia elétrica e instrumentação.
Licenciamento ambiental
O projeto segue em processo ativo de licenciamento ambiental estadual, com parecer técnico favorável à viabilidade ambiental emitido em 2025 após inspeção e análise de estudos complementares.
O desenho operacional incorpora soluções como empilhamento a seco de rejeitos, otimização do uso de água, energia hidrelétrica de baixa emissão e redução da área de impacto.
A empresa informou que os direitos de uso de recursos hídricos e autorizações regulatórias complementares já foram obtidos, contribuindo para a preparação do projeto.
Negociações comerciais e financiamento
A companhia mantém negociações avançadas de offtake com potenciais compradores na América do Norte, Europa e Ásia, incluindo testes de concentrado e visitas técnicas ao projeto. A empresa informou ter recebido múltiplas propostas preliminares e trabalha para firmar acordos vinculantes que suportem o financiamento por dívida do empreendimento.
As discussões comerciais ocorrem em paralelo às negociações de financiamento do projeto, com foco na estruturação de uma solução integrada de financiamento.













