segunda-feira, 26 fevereiro, 2024
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Norge Mining descobre reserva de fosfato que pode suprir demanda por fertilizantes por 50 anos

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Uma mineradora da Noruega revelou uma descoberta impactante que pode transformar a indústria de fertilizantes e carros elétricos. A Norge Mining anunciou a existência de uma reserva gigante de rocha fosfática, estimada em até 70 bilhões de toneladas de fosfato. Essa descoberta poderia suprir a demanda global por fertilizantes e fornecer matérias-primas para a produção de carros elétricos pelos próximos 50 anos.

A reserva está localizada no sudoeste da Noruega e é composta por duas áreas a 400 metros de profundidade. Michael Wurmser, fundador da Norge Mining, afirmou que essas áreas podem suprir a demanda mundial por fosfato nas próximas décadas.

A rocha fosfática é essencial para a produção de fósforo, um ingrediente crucial na fabricação de fertilizantes. Além disso, pode ser processada para produzir ácido fosfórico, utilizado em uma ampla variedade de produtos, desde ração animal até baterias de lítio-fosfato de ferro, utilizadas em sistemas de energia solar e carros elétricos.

Fonte de fosfato

A demanda global por fósforo atinge a marca de 50 milhões de toneladas por ano. Até então, a maior quantidade de rocha fosfática estava localizada na região ocidental do Saara, no Marrocos, com cerca de 50 bilhões de toneladas. Em seguida, vêm a China, com 3,2 bilhões de toneladas, o Egito, com 2,8 bilhões, e a Argélia, com 2,2 bilhões de toneladas.

Apesar dos benefícios industriais do fósforo, sua aplicação também levanta preocupações ambientais, uma vez que os fertilizantes fosfatados podem contribuir para a proliferação de algas em rios, afetando os ecossistemas aquáticos.

No entanto, a extração e o refino do fósforo podem ser processos altamente poluentes. A Norge Mining se comprometeu a adotar técnicas de captura e armazenamento de carbono para reduzir as emissões durante o processo de produção.

A descoberta dessa reserva foi inicialmente feita pela Norge Mining em 2018, com base em informações fornecidas pelo Norwegian Geological Survey. Durante um programa de perfuração, a empresa descobriu que as reservas eram ainda mais profundas do que o previsto inicialmente. Agora, a empresa aguarda a expedição de licenças da União Europeia e do governo norueguês para avançar com a exploração.

Mina em Helleland

Jan Christian Vestre, ministro do Comércio e da Indústria da Noruega, está estudando maneiras de acelerar a instalação de uma mina em Helleland assim que as análises dos materiais coletados nas perfurações forem concluídas. A expectativa é que a primeira grande mina comece a operar em 2028. Vestre ressaltou que, com a descoberta desse depósito, o país tem a “obrigação” de desenvolver a indústria mineral mais sustentável do mundo.

A Comissão Europeia recebeu a notícia da descoberta com entusiasmo, considerando-a uma “ótima notícia” para suprir as necessidades de matéria-prima do continente.

Além da rocha fosfática, a região e os Estados Unidos também podem se beneficiar das reservas de titânio, utilizado na construção de aeronaves, e de vanádio, aplicado no aprimoramento do aço e nas baterias líquidas de alta tecnologia de empresas de energia. Esses minerais desempenham papéis estratégicos em diversas indústrias, impulsionando a inovação e o desenvolvimento sustentável.

Com essa descoberta promissora, a Noruega se posiciona como um importante player no mercado global de mineração, abrindo caminho para um futuro mais sustentável e abastecendo as demandas da indústria agrícola e dos veículos elétricos pelos próximos anos.

*Com informações de O GLOBO

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