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Por Ricardo Lima
A Nexa Resources registrou lucro líquido de US$ 223 milhões em 2025, revertendo o prejuízo de US$ 187 milhões observado em 2024. O resultado reflete a expansão do desempenho operacional, sustentada pelo aumento do lucro bruto, valorização de metais e efeitos favoráveis da variação cambial.
No quarto trimestre, a companhia reportou lucro líquido de US$ 81 milhões, abaixo dos US$ 100 milhões registrados no trimestre anterior, enquanto a receita e o EBITDA ajustado atingiram níveis recordes no período.
“No quarto trimestre de 2025, a Nexa apresentou desempenho operacional e financeiro robusto, sustentado por execução consistente em nossas operações e por um compromisso inabalável com segurança, eficiência e disciplina de custos”, afirmou Ignacio Rosado, CEO da companhia.
Desempenho financeiro
A receita líquida da Nexa somou US$ 3 bilhões em 2025, crescimento de 9% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela valorização de prata, ouro, zinco e cobre no mercado internacional. No quarto trimestre, a receita alcançou US$ 903 milhões, avanço de 18% sobre o terceiro trimestre, refletindo sobretudo a alta nos preços de chumbo e cobre na London Metal Exchange (LME), além da valorização da prata.
O EBITDA ajustado totalizou US$ 772 milhões no acumulado do ano, alta de 8% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho foi favorecido principalmente pela elevação dos preços do zinco, maior contribuição de subprodutos e efeitos cambiais positivos.
Entre outubro e dezembro, o EBITDA ajustado atingiu US$ 300 milhões, acima dos US$ 186 milhões registrados no terceiro trimestre e dos US$ 197 milhões no mesmo período de 2024.
O lucro por ação atribuível aos acionistas foi de US$ 1,00 no acumulado de 2025 e de US$ 0,38 no quarto trimestre.
“Esse ambiente favorável de preços, aliado à gestão disciplinada de custos, possibilitou a redução da dívida bruta, reforçando nossa resiliência e flexibilidade financeira”
Ignacio Rosado – CEO da Nexa Resources
Crescimento na produção mineral
A produção de zinco atingiu 91 mil toneladas no quarto trimestre de 2025, o maior volume trimestral dos últimos cinco anos. O resultado representa alta de 9% frente ao trimestre anterior e de 24% na comparação anual, impulsionado por melhor desempenho nas operações de Vazante, Aripuanã, Cerro Lindo e Atacocha.
No acumulado do ano, a produção de zinco somou 316 mil toneladas, queda de 3% em relação a 2024. A produção equivalente de zinco alcançou 672 mil toneladas, retração de 5%, refletindo menores teores e volumes no início do ano, parcialmente compensados pelo desempenho mais forte no quarto trimestre.
No quarto trimestre, a produção de chumbo totalizou 17,6 mil toneladas, com alta de 2% na comparação anual, enquanto a produção de cobre foi de 8,1 mil toneladas, recuo de 12% na mesma base de comparação. A produção de prata atingiu 2,9 milhões de onças, queda de 3%, enquanto a produção de ouro cresceu 16% em relação ao ano anterior, somando 11 mil onças.
No consolidado de 2025, a produção de cobre caiu 6%, para 33,4 mil toneladas, e a de chumbo recuou 9%, para 63,1 mil toneladas. A produção de prata diminuiu 7%, totalizando 10,9 milhões de onças, enquanto a de ouro avançou 6%, alcançando 38,2 mil onças.














