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Por Ricardo Lima
A Kinross Gold Corporation anunciou resultados financeiros e operacionais recordes no quarto trimestre e no acumulado de 2025, com destaque para o desempenho da mina de Paracatu, em Minas Gerais, que ultrapassou a marca de 600 mil onças de ouro produzidas e manteve trajetória de crescimento operacional ao longo do ano.
Além dos resultados no Brasil, a companhia reportou forte desempenho global, com aumento de margens, receita, geração de caixa e retorno aos acionistas, impulsionados principalmente pela valorização do preço do ouro no mercado internacional.
“2025 marcou mais um excelente ano para a Kinross. Cumprimos nossas metas, entregamos margens robustas e geramos fluxo de caixa livre recorde de US$ 2,5 bilhões, fortalecendo ainda mais nosso balanço”, afirmou o CEO J. Paul Rollinson.
Mina de Paracatu lidera desempenho operacional
A mina de Paracatu registrou o oitavo ano consecutivo com produção superior a 500 mil onças. O desempenho positivo foi atribuído pela empresa ao aumento dos teores de minério, à elevação das taxas de recuperação, ao melhor aproveitamento do material processado na planta e à otimização do planejamento da lavra.
A produção anual apresentou crescimento em relação a 2024, enquanto o custo de vendas por onça diminuiu em função do maior volume produzido. No quarto trimestre, a produção também avançou na comparação com o período anterior, embora os custos tenham aumentado devido à redução do volume processado e à elevação dos royalties associada ao aumento do preço do ouro.
A companhia informou ainda avanços nas atividades de exploração mineral na região de Paracatu. Ao longo de 2025, foram realizados cerca de 9 mil metros de perfuração em áreas próximas à mina, com identificação de novas anomalias geológicas com potencial aurífero. As campanhas de sondagem e otimização do projeto permitiram a adição de aproximadamente 700 mil onças às reservas, volume que praticamente compensou a exaustão decorrente da produção no período. Para 2026, a empresa pretende ampliar os testes ao longo da tendência mineral da mina e avançar na exploração regional.
Resultados globais registram crescimento expressivo
Além do desempenho no Brasil, a empresa registrou resultados financeiros históricos em 2025, com produção anual de 2,01 milhões de onças equivalentes de ouro, lucro líquido de US$ 2,39 bilhões, correspondente a US$ 1,96 por ação, fluxo de caixa operacional de US$ 3,76 bilhões e fluxo de caixa livre atribuível de US$ 2,47 bilhões. A receita anual atingiu US$ 7,05 bilhões, o que representa crescimento de 37% em relação ao ano anterior.
A companhia atribuiu o desempenho principalmente ao aumento do preço médio realizado do ouro, que alcançou US$ 3.423 por onça em 2025, aliado à disciplina na gestão de custos e à eficiência operacional. As margens também atingiram níveis recordes, chegando a US$ 2.283 por onça equivalente no acumulado do ano.
Outras operações globais
Entre os demais ativos globais, a operação de Tasiast registrou a maior margem do portfólio da empresa, enquanto La Coipa apresentou forte desempenho no quarto trimestre e cumpriu as metas anuais estabelecidas. As operações nos Estados Unidos mantiveram produção e custos dentro do planejado, Fort Knox registrou aumento anual de produção e as minas Round Mountain e Bald Mountain apresentaram recuos pontuais em função de ajustes no sequenciamento da lavra.
A empresa também avançou na estratégia de fortalecimento financeiro, reduzindo sua dívida em cerca de US$ 700 milhões ao longo de 2025 e encerrando o ano com posição de caixa líquido de aproximadamente US$ 1 bilhão.














