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Por Ricardo Lima
A Equinox Gold produziu 73,7 mil onças de ouro no Brasil no quarto trimestre de 2025, volume gerado pela totalidade das minas brasileiras, vendidas em dezembro à companhia chinesa CMOC e mantidas em operação até a conclusão da transação, prevista para o primeiro trimestre de 2026.
As operações brasileiras responderam por quase 30% da produção total da Equinox Gold no quarto trimestre, reforçando a importância estratégica dos ativos mesmo às vésperas da transferência de controle. Segundo a companhia, o volume produzido no Brasil em 2026 deve ficar entre 15 mil e 25 mil onças, dependendo do cronograma de fechamento da venda. A produção total no trimestre foi de 247 mil onças.
A companhia informou que, mesmo após a conclusão da venda das operações no Brasil, deverá incorrer em desembolsos relevantes ao longo de 2026, relacionados à reestruturação financeira e operacional do portfólio internacional da companhia. A Equinox estima gastos entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões com serviço da dívida, além de US$ 60 milhões a US$ 70 milhões destinados a atividades de manutenção e US$ 70 milhões a US$ 80 milhões em pagamentos de arrendamento de equipamentos nas minas.
Ainda assim, em comunicado ao mercado, o CEO da Equinox Gold, Darren Hall, destacou que a alienação dos ativos faz parte de uma estratégia de fortalecimento financeiro. “Com a venda das operações no Brasil, esperamos um reforço significativo do balanço em 2026, por meio de amortização relevante de dívidas, redução de despesas financeiras e maior flexibilidade para financiar o crescimento orgânico”, afirmou.
Resultado global bate recorde no trimestre e no ano
No consolidado internacional, a Equinox Gold produziu 247.024 onças de ouro no quarto trimestre de 2025, estabelecendo um recorde trimestral. No acumulado do ano, a produção totalizou 922.827 onças, o maior volume anual da história da companhia.
Fora do Brasil, os principais destaques do trimestre foram as operações no Canadá, na Nicarágua e nos Estados Unidos. ”A mina Greenstone, no Canadá, produziu 72.091 onças, enquanto a Valentine, que iniciou produção comercial em novembro, contribuiu com 23.207 onças no trimestre. Na Nicarágua, a produção somou 61.885 onças, e a operação de Mesquite, nos Estados Unidos, adicionou 14.761 onças.
“Entregamos uma produção recorde em 2025, refletindo a ampliação do portfólio da companhia e a força operacional do nosso time”, disse Darren Hall. Segundo ele, o desempenho cria bases sólidas para 2026, com maior contribuição dos ativos canadenses.
Canadá deve liderar crescimento em 2026
A Equinox Gold projeta que o crescimento da produção em 2026 será puxado principalmente pelo Canadá, com um aumento estimado de 80% na produção anual de ouro no país. A expectativa é de um ano completo de operação da mina Valentine e de melhorias contínuas em Greenstone.
A empresa encerrou 2025 com US$ 430 milhões em caixa, alta de 24% em relação ao trimestre anterior, mesmo após pagamentos extraordinários de impostos e amortização de dívidas. Para a administração, o foco seguirá sendo controle de custos, disciplina na alocação de capital e redução do endividamento.
“Embora os preços do ouro sejam favoráveis, isso não muda a forma como conduzimos o negócio. Nosso foco permanece na eficiência operacional e na geração de valor de longo prazo para os acionistas”, concluiu o executivo.














