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Por Ricardo Lima
O Brasil e a Arábia Saudita avançaram nesta terça-feira (13), em Riade, nas articulações para ampliar a cooperação bilateral no setor de mineração, com foco na atração de investimentos e no fortalecimento de parcerias estratégicas.
As tratativas ocorreram durante o Future Minerals Forum, evento que reúne autoridades governamentais e executivos das principais empresas globais do setor mineral e serve como espaço de negociação e alinhamento entre países produtores e investidores.
Durante a agenda, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, manteve reuniões com o ministro da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita, Bandar Alkhorayef, nas quais apresentou o potencial do setor mineral brasileiro e discutiu possibilidades de cooperação em projetos de mineração no Brasil.
Segundo Silveira, o Brasil reúne condições favoráveis para receber novos aportes estrangeiros, tanto pela diversidade de seu patrimônio mineral quanto pela estabilidade institucional. “Estamos entre as maiores reservas e recursos do planeta em minério de ferro de alta qualidade, terras raras, nióbio, lítio, cobre e níquel”, afirmou o ministro, ao destacar também a segurança jurídica e regulatória do país.
Mudanças na mineração brasileira
Durante sua participação no fórum, Silveira apresentou aos representantes sauditas as mudanças em curso na regulação da mineração brasileira. De acordo com o ministro, o governo trabalha para tornar o ambiente de negócios mais competitivo, com processos de licenciamento mais ágeis, redução da burocracia e maior coordenação entre as instituições públicas.
“Queremos um setor mineral eficiente, sustentável e capaz de gerar resultados econômicos e sociais para a população brasileira”, disse. Ele ressaltou que a mineração legal e responsável é uma prioridade da atual política energética e mineral do país.
O ministro também defendeu a agregação de valor nos países produtores de minerais e afirmou que a exploração não pode mais ocorrer de forma predatória, sem deixar legado social. “A industrialização nos países produtores é uma solução pragmática para descarbonizar as cadeias de suprimento”, afirmou. Segundo ele, esse caminho contribui para a melhoria da qualidade de vida da população e para o fortalecimento da soberania nacional.
Integração e cenário global
Silveira situou ainda o posicionamento brasileira em um contexto mais amplo, defendendo o fortalecimento do Sul Global como fator de estabilidade para a segurança energética mundial. Para ele, países em desenvolvimento têm papel central na oferta de minerais estratégicos necessários à transição energética.
Nesse sentido, o ministro apontou o potencial de integração regional na América do Sul, com a criação de corredores estratégicos de minerais como lítio e terras raras, além da expansão da produção de cobre, níquel e minério de ferro de alta qualidade.
“Esses corredores exigem mais investimento em infraestrutura robusta e financiamento compatível com o desafio climático que enfrentamos”, afirmou. “O Brasil reafirma seu compromisso de ser o elo que une a abundância mineral à prosperidade, com desenvolvimento sustentável e inclusão social”, completou.














