sexta-feira, 12 abril, 2024
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Bolsa de Toronto se empenha em atrair empresas de mineração do Brasil

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Apesar de ser a maior indústria de mineração da América Latina, o setor de mineração no Brasil é pouco representado no mercado de capitais. Apenas quatro empresas estão listadas na B3, enquanto o potencial do país nessa área é vasto.

Diante disso, a Toronto Stock Exchange (TSX) e a Toronto Stock Exchange Venture (TSXV) buscam atrair empresas de mineração brasileiras e estrangeiras para se listarem em suas bolsas, visando impulsionar o desenvolvimento e alavancar projetos no setor.

A participação limitada do setor mineral brasileiro no mercado de capitais tem despertado questionamentos, tanto do presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, Raul Jungmann, como de especialistas. Ressalta-se a importância de abrir oportunidades para o setor na B3, onde empresas poderiam obter recursos para impulsionar diversos projetos.

Um exemplo recente é a Bravo Mining, empresa canadense que possui operações de exploração de platina, níquel e ouro no Pará. Através de sua listagem na Bolsa de Toronto, a Bravo busca expandir seus projetos e aproveitar o potencial mineral brasileiro.

Atualmente, existem 40 mineradoras listadas nas bolsas canadenses, sendo 24 na TSX e 16 na TSXV, com operações de exploração de diversos minerais no Brasil. Entre as empresas listadas estão a Aura Minerals, produtora de ouro no Brasil, a Largo, que extrai vanádio na Bahia, e a Sigma Lithiun, cujo projeto de produção de lítio grau bateria está localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

Apesar de seu potencial, o Brasil ainda fica atrás de países como México, Peru, Argentina e Chile em termos de liderança na região em número de mineradoras listadas nas bolsas.

No entanto, as companhias com projetos de mineração no Brasil conseguiram levantar US$ 420 milhões em capital na TSX e na TSXV no ano passado.

O mercado de capitais canadense continua atraindo empresas globais, incluindo do setor de mineração, com um total de US$ 5,3 bilhões levantados por 97 companhias no último ano, até maio. Esses números evidenciam a necessidade de maior participação e representação do setor mineral brasileiro nas bolsas de valores, para impulsionar o desenvolvimento econômico do país nessa área estratégica.

*Com informações de Valor Econômico

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