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Por Ricardo Lima
A St George Mining Limited anunciou a assinatura de um acordo vinculante para a aquisição de um terreno estratégico de 166 hectares por R$ 14 milhões, destinado à instalação de estruturas de processamento e instalações operacionais para o desenvolvimento de uma mina de nióbio e terras raras no Projeto Araxá, em Minas Gerais.
A área principal, localizada a menos de dois quilômetros da concessão minerária, será usada para apoiar a aceleração do desenvolvimento do empreendimento. A empresa também adquiriu um segundo terreno voltado à conservação ambiental, reforçando as exigências regulatórias e metas de sustentabilidade.
A área está classificada para uso industrial e minerário e apresenta características consideradas ideais para a implantação de instalações de processamento, como relevo plano e ausência de vegetação arbórea. Segundo a companhia, a aquisição representa mais um passo na estratégia de acelerar o desenvolvimento do Projeto Araxá, considerado pela empresa um ativo mineral de classe mundial.
Em comunicado, o presidente executivo da empresa destacou a relevância estratégica das aquisições para o avanço do projeto.
“Garantir essa área estrategicamente localizada é um passo importante para reduzir os riscos no desenvolvimento do Projeto Araxá. Sabemos que temos um recurso mineral de classe mundial que continuará a crescer e melhorar, por isso estamos focados em viabilizar o desenvolvimento acelerado de uma operação significativa de mineração de nióbio e terras raras”, afirmou John Prineas, presidente executivo da companhia.
O executivo acrescentou que a rapidez potencial de entrada no mercado representa um diferencial competitivo da empresa entre os desenvolvedores emergentes de nióbio e terras raras, reforçando o objetivo de se tornar um produtor no curto prazo com uma operação minerária de padrão internacional.
O terreno foi comprado por 14 milhões de reais, com pagamento dividido em duas parcelas iguais — a primeira realizada na assinatura do acordo, em 13 de fevereiro de 2026, e a segunda prevista para 30 de setembro de 2026. A área foi adquirida de uma família de produtores rurais local, sem vínculo com a empresa.
Além disso, a companhia adquiriu um segundo terreno de 163 hectares, localizado a 19,5 quilômetros da área destinada às instalações industriais. A região possui vegetação nativa madura, incluindo trechos de Mata Atlântica, e será transformada em uma zona verde de conservação. O objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa da futura operação e atender às exigências ambientais do processo de licenciamento. Essa aquisição teve custo de 6 milhões de reais, já integralmente pagos.














