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Por Ricardo Lima
A australiana Rio Tinto anunciou hoje (5) que não seguirá adiante com a avaliação de uma possível fusão ou combinação de negócios com a suíça Glencore, encerrando oficialmente as discussões iniciadas no início do ano. Por sua vez, a Glencore confirmou que as partes não chegaram a um acordo e afirmou que a proposta apresentada não atendia aos interesses de seus acionistas.
Segundo os comunicados divulgados ao mercado, o principal entrave esteve na incapacidade de alinhar termos que refletissem, na visão de cada empresa, o valor relativo dos ativos e o modelo de governança da companhia combinada.
No comunicado, a Rio Tinto afirmou que avaliou a oportunidade de forma criteriosa, seguindo os princípios apresentados em seu Capital Markets Day, realizado em dezembro de 2025. A companhia concluiu que não seria possível estruturar uma transação que gerasse valor suficiente aos seus investidores. “A Rio Tinto determinou que não poderia chegar a um acordo que entregasse valor aos seus acionistas“, destacou a empresa.
Já a Glencore informou que o conselho analisou a proposta e entendeu que os termos sugeridos desvalorizavam a sua contribuição para o grupo combinado. De acordo com a mineradora e trading de commodities, a estrutura previa a manutenção do presidente e do diretor-presidente da Rio Tinto e uma participação acionária que não refletia adequadamente seus ativos estratégicos. “Concluímos que a aquisição proposta nesses termos não é do melhor interesse dos acionistas da Glencore”, afirmou a companhia em seu posicionamento oficial.
A Glencore ressaltou ainda a força de sua estratégia independente, com um portfólio diversificado, destaque para o cobre e um pipeline robusto de crescimento para a próxima década. “Nossa tese de investimento própria é forte, apoiada por um dos melhores negócios de marketing de commodities do setor”, disse a empresa, reforçando o foco em criação de valor de longo prazo.
Com o anúncio, a Rio Tinto passa a estar formalmente vinculada às restrições previstas na Rule 2.8 do City Code on Takeovers and Mergers, que limita novos movimentos de oferta, salvo em circunstâncias específicas. Ambas as companhias enfatizaram que permanecem concentradas em suas prioridades estratégicas e na execução de seus planos de crescimento orgânico.











