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Por Ricardo Lima
A Lundin Mining divulgou na quinta-feira (19) os resultados financeiros e operacionais referentes ao quarto trimestre e ao consolidado de 2025, com destaque para o desempenho da unidade de Chapada, em Alto Horizonte (GO). A operação manteve a produção dentro das metas estabelecidas para o ano e avançou em projetos de expansão que podem ampliar significativamente a capacidade produtiva nos próximos anos.
Em 2025, a mina registrou produção de 43.974 toneladas de cobre e aproximadamente 61.331 onças de ouro. No período, a companhia também concluiu estudos técnicos e programas de perfuração voltados ao desenvolvimento do depósito Saúva, considerado estratégico para o crescimento futuro da operação. Além do avanço em Chapada, a Lundin Mining destacou o desenvolvimento de novos projetos e melhorias operacionais em seu portfólio global.
“Em 2025 entregamos o melhor desempenho da história da companhia. Geramos receita recorde de US$ 4,1 bilhões nas operações contínuas, além de resultados operacionais e financeiros excepcionais que nos permitiram encerrar o ano com posição de caixa líquido”, afirmou Jack Lundin, presidente e diretor-executivo da empresa.
Depósito Saúva pode ampliar produção da mina
Em Chapada, as atividades de mineração em 2025 concentraram-se principalmente nos depósitos South e North, conforme o planejamento operacional.
A produção anual de cobre foi beneficiada pelo aumento do volume processado, enquanto a produção de ouro foi impactada negativamente pela redução dos teores e da taxa de recuperação em comparação com 2024.
O custo caixa do cobre foi de US$ 0,75 por libra, abaixo do limite inferior das projeções da empresa, favorecido por maiores créditos provenientes da venda de subprodutos, especialmente devido aos preços mais elevados do ouro.
O principal vetor de crescimento da unidade é o desenvolvimento do depósito Saúva, localizado a cerca de 15 quilômetros da mina Chapada. O projeto é considerado uma oportunidade de expansão próxima à operação atual.
Segundo o CEO, “fizemos bons progressos e continuamos a avançar com o plano de desenvolvimento de Saúva em nossa operação de Chapada e pretendemos aprovar o projeto antes do final do ano“, destacou Jack Lundin
A expectativa é que o depósito adicione entre 10 mil e 15 mil toneladas de cobre por ano, além de 35 mil a 45 mil onças anuais de ouro. O plano inclui a instalação de capacidade adicional de moagem e o processamento de minério de maior teor, o que pode compensar a queda na qualidade do material atualmente explorado.
Um estudo interno de pré-viabilidade da primeira fase do projeto foi concluído no último trimestre de 2025. A decisão sobre a implantação da nova capacidade de moagem está prevista para o segundo semestre de 2026, enquanto os trabalhos de engenharia detalhada e licenciamento ambiental continuam.
Um relatório técnico atualizado da operação Chapada, incluindo o projeto Saúva, também deve ser divulgado na segunda metade de 2026.
O programa anual de perfuração na unidade foi finalizado ao longo do quarto trimestre, totalizando 12.507 metros perfurados em 2025. A maior parte das atividades ocorreu na área de recursos do depósito Saúva, reforçando o foco da empresa na expansão das reservas minerais da região.
Resultados globais da Lundin Mining
Os dados da unidade Chapada foram divulgados junto aos resultados financeiros globais da Lundin Mining referentes ao quarto trimestre e ao ano completo de 2025. Segundo a companhia, o desempenho operacional e financeiro foi o melhor de sua história.
No consolidado, a companhia registrou receita anual de US$ 4,1 bilhões, com US$ 1,3 bilhão apenas no quarto trimestre. O EBITDA ajustado chegou a US$ 1,9 bilhão no ano e US$ 686 milhões no período trimestral.
A produção consolidada de cobre atingiu 87.032 toneladas no trimestre, com custo caixa de US$ 1,88 por libra. Também foram produzidas 34.129 onças de ouro e 2.174 toneladas de níquel no período.
A empresa encerrou 2025 com posição de caixa líquido de US$ 77,4 milhões e realizou recompra de mais de 15 milhões de ações ao longo do ano.
Entre os principais destaques entre as operações globais da companhia, estão a expansão da produção de cátodos na mina Caserones e o avanço do projeto Filo del Sol, considerado o maior recurso inicial de cobre, ouro e prata em área não explorada nos últimos 30 anos.
A companhia também informou progressos em iniciativas de financiamento e reorganização de ativos, com foco na ampliação de sua capacidade de crescimento de longo prazo.













