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Por Ricardo Lima
A Ero Copper alcançou em 2025 uma produção recorde de 64,3 mil toneladas de cobre, impulsionada pelo forte desempenho operacional das minas de Caraíba e Tucumã, no Brasil. O volume representa um aumento de aproximadamente 58% em relação a 2024, quando a produção totalizou cerca de 40 mil toneladas.
O resultado marca o melhor ano da companhia desde sua fundação e reflete ganhos de eficiência e aumento consistente de produção ao longo do ano. Tucumã, no Pará, respondeu por 28.272 toneladas de cobre, com o quarto trimestre sendo o mais forte desde o início da operação. Já Caraíba, na Bahia, produziu 36.035 toneladas, apoiada por recordes de moagem e melhorias na infraestrutura da planta.
O desempenho foi sustentado por iniciativas de otimização operacional, que levaram a companhia a registrar no quarto trimestre sua maior produção trimestral de cobre, com 19.706 toneladas. Ao longo de 2025, a produção cresceu trimestre a trimestre, acompanhando o avanço da rampa operacional da mina de Tucumã e a conclusão do processo de gargalo na planta de Caraíba.
Além do cobre, a Ero Copper registrou 52.290 onças de ouro em 2025, considerando a produção da mina de Xavantina, no Mato Grosso, e as vendas de ouro em concentrado iniciadas no quarto trimestre. Apenas no 4T25, foram comercializadas cerca de 15 mil onças em concentrado, como parte de uma iniciativa de geração adicional de valor. O desempenho foi impulsionado por iniciativas de otimização operacional, que levaram a companhia a registrar no quarto trimestre sua maior produção trimestral, com cerca de 20 mil toneladas de cobre e quase 29 mil onças de ouro.
Segundo o CEO da Ero Copper, Makko DeFilippo, os avanços operacionais em 2025 foram sustentados por mudanças estruturais nas operações da companhia. “Esses esforços incluíram a transição para a mineração mecanizada em Xavantina, a conclusão bem-sucedida de um processo de eliminação de gargalos ao longo de vários trimestres em Caraíba e a continuidade do ramp-up da operação de Tucumã”, afirmou.
DeFilippo destacou ainda a execução de uma estratégia focada em geração de valor. “Paralelamente, concluímos uma iniciativa de geração de valor ao longo de um ano, que culminou no início das vendas de ouro em concentrado em Xavantina, com cerca de 15 mil onças comercializadas no quarto trimestre.”
Projeções para 2026
Para 2026, a Ero Copper projeta uma produção consolidada de cobre entre 67,5 mil e 77,5 mil toneladas, o que representa um crescimento de até 20% em relação a 2025. A estimativa considera maiores volumes sustentados de processamento nas operações de Caraíba e Tucumã, ainda que com teores médios de minério mais baixos.
No ouro, a companhia espera produzir entre 40 mil e 50 mil onças na mina de Xavantina em 2026, avanço de até 34% na comparação anual. As projeções incluem a continuidade das vendas de ouro em concentrado, iniciadas no quarto trimestre de 2025, que devem seguir até meados de 2027.
Custos no ano
Em termos de investimentos, a Ero Copper projeta desembolsos de capital entre US$ 275 milhões e US$ 320 milhões em 2026. Desse total, entre US$ 245 milhões e US$ 280 milhões devem ser direcionados às operações em atividade, incluindo cerca de US$ 80 milhões para a continuidade da construção do novo poço da mina Pilar, em Caraíba, além de investimentos em ventilação, desenvolvimento e equipamentos para sustentar o crescimento da operação de Xavantina.
A companhia também prevê aportes adicionais entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões para avançar os trabalhos de exploração, engenharia e licenciamento do projeto Furnas, bem como outras oportunidades exploratórias do portfólio.
Os custos C1 consolidados do cobre em 2026 são estimados entre US$ 2,15 e US$ 2,35 por libra produzida. Nas operações de Caraíba, o custo C1 deve variar entre US$ 2,30 e US$ 2,50 por libra, enquanto em Tucumã a estimativa fica entre US$ 1,95 e US$ 2,15 por libra.
Em Xavantina, os custos C1 do ouro devem ficar entre US$ 1.000 e US$ 1.250 por onça, refletindo teores mais baixos planejados. O custo total de sustentação (AISC) está estimado entre US$ 2.000 e US$ 2.500 por onça em 2026.
Metas da companhia até 2028
No horizonte de três anos, a Ero Copper projeta elevar sua produção consolidada de cobre para um intervalo entre 80 mil e 90 mil toneladas até 2028, sustentada por investimentos em capacidade produtiva e eficiência operacional.
Em Caraíba, a eliminação de gargalos concluída em 2025 deve permitir maior volume sustentado de processamento, com aumento da oferta de minério da mina Surubim a partir de 2026 e da Zona de Extensão Profunda de Pilar a partir de 2027. Em Tucumã, a produção de cobre deve permanecer relativamente estável até 2028, apoiada por maiores volumes de processamento e melhorias na gestão de pilhas de estéril.
Já em Xavantina, a produção anual de ouro é projetada entre 50 mil e 60 mil onças em 2027 e 2028, impulsionada pela transição para a mineração mecanizada e pelo melhor aproveitamento da capacidade da planta. As vendas de ouro em concentrado devem seguir contribuindo para os resultados até meados de 2027.












