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Por Redação
A empresa canadense Canamera Energy Metals Corp. anunciou a assinatura de uma carta de intenção não vinculante para adquirir uma opção de participação de 100% em um projeto de terras raras em argila iônica no estado de Minas Gerais. A área, chamada Projeto Patos, envolve oito licenças de exploração mineral e abrange aproximadamente 15.979 hectares.
O acordo prevê inicialmente um programa de sondagem de baixo custo para verificação do potencial mineral, seguido de pagamentos em dinheiro e ações caso a companhia decida exercer a opção de aquisição.
Segundo a companhia, a potencial aquisição reforça sua estratégia de ampliar presença no Brasil, considerado um território promissor para novas descobertas minerais.
“Essa aquisição expande nossa exposição a outro potencial sistema de terras raras em argila iônica no Brasil, país que tem registrado diversas descobertas recentes em ambientes geológicos favoráveis”, afirmou o diretor-presidente Brad Brodeur.
O executivo destacou ainda que a empresa pretende aplicar um programa sistemático de exploração para avaliar a existência de mineralização semelhante na área, ressaltando o ambiente regulatório e os custos competitivos do país para atividades de mineração.
A conclusão da transação ainda depende do cumprimento da legislação canadense de valores mobiliários e da aprovação da bolsa canadense CSE, onde a empresa é listada.
Projeto Patos e localização estratégica
O Projeto Patos está localizado no município de Presidente Olegário, a cerca de 330 quilômetros de Belo Horizonte. A área é acessível por rodovias e está situada sobre a Formação Patos, integrante do Grupo Mata da Corda, conjunto geológico que tem atraído interesse de empresas de mineração por seu potencial em depósitos de terras raras em argila iônica.
Esse tipo de depósito é considerado estratégico pela indústria mineral devido à possibilidade de extração com custos mais baixos e menor impacto ambiental quando comparado aos depósitos de rocha dura.
O projeto inclui oito licenças de prospecção registradas junto à Agência Nacional de Mineração (ANM), cobrindo uma região considerada favorável à ocorrência de mineralização rica em elementos de terras raras.
Estratégia de aquisição em duas etapas
O acordo firmado prevê um processo estruturado em duas fases. Na primeira etapa, a companhia financiará um programa inicial de diligência técnica, com investimento de até C$ 20 mil, destinado à realização de até dez perfurações por trado.
O objetivo é confirmar a presença de mineralização de terras raras em argila iônica e avaliar a distribuição do horizonte mineralizado. Caso os resultados sejam considerados positivos, a empresa poderá exercer a opção de aquisição.
Para obter participação integral no projeto, a empresa deverá realizar pagamentos totais de C$ 228 mil em dinheiro, incluindo o valor da diligência inicial, além da emissão de ações avaliadas em aproximadamente C$ 307,8 mil, com parte dos papéis sujeita a períodos de bloqueio.
O acordo também estabelece pagamentos condicionados a resultados técnicos futuros. Entre as condições previstas está o pagamento de aproximadamente US$ 253 mil (equivalente a C$ 342 mil) caso seja identificada, em até cinco anos, uma estimativa de recursos inferidos de pelo menos 250 milhões de toneladas, com teor mínimo de 2.000 ppm de óxidos totais de terras raras.
Além disso, está previsto um pagamento adicional de cerca de US$ 169 mil (equivalente a C$ 228 mil) caso perfurações confirmem interceptações de 25 metros com teor mínimo de 2.500 ppm em até três anos. Os valores serão pagos em combinação de dinheiro e ações da empresa.
Após o exercício da opção, a companhia passaria a deter 100% do ativo, sujeito ao pagamento de royalties de 2% sobre a receita líquida de fundição (NSR), com possibilidade de redução para 1% mediante pagamento adicional.














