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Por Redação
A demanda por ímãs permanentes — componentes presentes em turbinas eólicas e em carros elétricos — tem colocado as terras raras no centro da transição energética. Mas, segundo Marcelo Carvalho, a cadeia global ainda depende de uma produção que não atende às expectativas de sustentabilidade de parte dos mercados consumidores.
Na avaliação do executivo, durante o Future Minerals Summit em Brasília, exploração de terras raras na China ocorre “de uma forma nada sustentável”, o que abre uma janela estratégica para o Brasil se posicionar como alternativa de produção sustentável.
Para Carvalho, a oportunidade brasileira é construir um “mercado sustentável” de terras raras capaz de sustentar um novo polo ocidental de fornecimento, alinhado às exigências ambientais e de rastreabilidade que ganham força na Europa e nos Estados Unidos. “A chance que nós temos é nos tornarmos o mercado sustentável de terras raras”, afirmou, ao defender que o país pode ir além da exportação do mineral e avançar na agregação de valor.
“A chance que nós temos é nos tornarmos o mercado sustentável de terras raras”
Marcelo Carvalho – Vice-presidente do Conselho da Associação de Minerais Críticos
O executivo sustenta que esse movimento pode incluir o suprimento não apenas das terras raras, mas também, “por que não”, a produção de ímãs para atender mercados que “realmente querem ser sustentáveis”. A aposta, segundo ele, é transformar a transição energética em uma agenda de competitividade industrial, com cadeias mais limpas e diversificadas fora da Ásia.
ENCONTRO COM ALCKMIN
Carvalho que é vice-presidente do Conselho da Associação de Minerais Críticos (AMC) esteve em encontro com o Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, para tratar da relevância estratégica dos minerais críticos para o Brasil e dos principais desafios do setor.
A reunião levou as prioridades do setor diretamente ao Executivo. Durante a reunião, a AMC destacou a importância da previsibilidade regulatória, os gargalos no licenciamento ambiental, além da necessidade de instrumentos para atrair investimento estrangeiro e mecanismos de política industrial para fortalecer as cadeias de valor no país.

Carvalho entrega a Alckmin amostras das primeiras terras raras produzidas em Minas Gerais pela Meteoric. Cadu Gomes/VPR.
O vice-presidente manifestou o apoio do governo ao andamento e à implementação das propostas, reconhecendo sua relevância estratégica. A expectativa do setor é que o novo marco regulatório possa destravar investimentos na ordem de US$ 21 bilhões até 2030.
Marcelo Carvalho entregou a Alckmin amostras das primeiras terras raras produzidas em Minas Gerais pela Meteoric, em um gesto simbólico para reforçar o potencial do país em avançar na cadeia de minerais críticos e em ampliar a agregação de valor no mercado doméstico.














