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Por Redação
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou, neste domingo (1º), na Convenção Anual da Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC 2026), em Toronto, uma nova edição da publicação An Overview of Critical and Strategic Minerals Potential of Brazil, com dados atualizados sobre reservas, produção e áreas com potencial para minerais estratégicos no país.
Entre os destaques da publicação está o novo Mapa Geológico do Brasil, elaborado na escala 1:5.000.000. O produto busca sistematizar o conhecimento geológico nacional e orientar políticas públicas, além de estimular investimentos e atividades de exploração mineral. O estudo também apresenta indicadores que posicionam o Brasil entre os principais fornecedores globais de minerais como nióbio, grafita, níquel, terras raras e lítio.
“Ao consolidar dados técnicos atualizados e oferecer uma visão integrada dos recursos minerais do país, o SGB contribui para fortalecer o planejamento de longo prazo, apoiar o uso sustentável dos recursos e ampliar a inserção competitiva do país no mercado global de minerais críticos. O Brasil possui um vasto potencial geológico e é isso que estamos mostrando ao mundo”, afirmou o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira.
O documento também detalha o Plano Decenal de Mapeamento Geológico Básico 2025–2034, voltado à ampliação do mapeamento sistemático do território brasileiro, com foco em áreas de maior potencial econômico. Já o Plano Decenal de Pesquisa de Recursos Minerais 2026–2035 define projetos prioritários para identificação e avaliação de novas áreas com potencial mineral.
Durante o evento, que ocorre entre os dias 1º e 4 de março, a equipe do SGB também prevê reuniões com serviços geológicos de outros países para discutir cooperação técnica e uso de tecnologias estrangeiras no avanço do mapeamento geológico brasileiro.
Estratégia para atrair investimentos
Segundo a CNN Brasil, a participação brasileira ocorre em um contexto de alta na demanda global por minerais críticos e reorganização das cadeias produtivas desses insumos. Com grandes reservas, o Brasil busca aproveitar o cenário para atrair capital estrangeiro.
A delegação brasileira na PDAC é coordenada pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB) e reúne 33 mineradoras, com projetos que vão de minério de ferro a terras raras, além de representantes do setor público. Entre as empresas estão desde grandes grupos, como a Vale, até companhias com projetos em estágio inicial, como a Meteoric Resources, responsável por um projeto de terras raras em Minas Gerais.
O Ministério de Minas e Energia está representado no evento pelo diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral, Anderson Barreta Arruda. A Agência Nacional de Mineração (ANM) não enviou representantes, em meio a uma crise orçamentária considerada grave por agentes do setor.
Canadá é o hub global do capital para mineração
A PDAC 2026 reúne empresas, investidores e representantes governamentais de diversos países. O Canadá concentra parcela relevante do financiamento global da mineração. De acordo com a CNN Brasil, as bolsas de Toronto reúnem cerca de 43% das empresas do setor listadas em bolsa no mundo, com destaque para a TSX Venture Exchange, que abriga principalmente companhias em fase inicial de pesquisa e exploração mineral, etapa marcada por alto risco geológico e grande necessidade de capital.
Mineradoras canadenses de capital aberto mantêm presença expressiva no Brasil, com projetos em diferentes estágios, desde pesquisa mineral até operações comerciais, reforçando o interesse internacional no potencial geológico do país.














