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Por Ricardo Lima
A Aura Minerals anunciou nesta segunda-feira (12) resultados preliminares de produção referentes ao quarto trimestre e ao acumulado de 2025, com números recordes na história da companhia. A produção total no último trimestre do ano alcançou 82.067 onças equivalentes de ouro (GEO), representando alta de 11% em relação ao terceiro trimestre e de 23% na comparação anual.
No acumulado de 2025, a mineradora produziu 280.414 GEO a preços correntes, crescimento de 5% frente a 2024, encerrando o exercício dentro da faixa superior do guidance divulgado ao mercado, que previa produção entre 266 mil e 300 mil GEO.

Produção trimestral consolidada da Aura Minerals em GEO, a precos correntes e constantes, do 1T23 ao 4T25. Imagem: Aura Minerals.
Segundo a empresa, o desempenho reflete a contribuição das seis minas em operação, Aranzazu, Apoena, Minosa, Almas, Borborema e a recém adquirida Mineração Serra Grande (MSG), além de avanços operacionais e estratégicos ao longo do ano.

Contribuição da MSG apenas em dezembro de 2025. Imagem: Aura Minerals / Divulgação.
“Temos grande satisfação em encerrar 2025 com resultados expressivos, alcançando 82,1 mil GEO no 4T a preços correntes, um aumento de 5% em relação ao 3T e 24% acima do 4T de 2024, impulsionando a produção anual para 280 mil GEO a preços correntes ou 290 mil GEO a preços de Guidance”, afirmou Rodrigo Barbosa, CEO e presidente da Aura Minerals. “Esse desempenho excepcional não apenas supera o ponto médio do nosso Guidance de produção para 2025, como também reforça nossa sólida trajetória de crescimento, mesmo antes da plena materialização do ramp-up bem-sucedido de Borborema ou da contribuição adicional de produção decorrente da recente aquisição da MSG.”
Destaques operacionais por mina
A mina de Aranzazu registrou produção de 18.878 GEO no quarto trimestre, queda em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024, impactada principalmente pelo efeito dos preços dos metais na conversão para GEO. No acumulado do ano, a produção ficou alinhada ao guidance quando considerados os preços de referência.
Em Minosa, a produção trimestral somou 17.818 GEO, levemente abaixo do trimestre anterior, reflexo do período chuvoso e de obras de expansão. Ainda assim, a unidade encerrou 2025 no limite superior de sua faixa de projeção anual.
A operação de Almas apresentou crescimento trimestral de 5%, alcançando 15.872 GEO, impulsionada pelo aumento de volume processado e pelos ganhos decorrentes da expansão da planta. No ano, a produção avançou 5%, mesmo com a redução de teor, e ficou próxima do teto do guidance.
Na mina de Apoena, a produção do quarto trimestre foi de 8.961 GEO. Apesar da leve retração trimestral, o desempenho anual superou as expectativas da companhia, permitindo que a unidade fechasse 2025 acima do limite superior do guidance.
O maior destaque do período foi Borborema, que produziu 15.777 GEO no quarto trimestre, um salto de 54% frente ao trimestre anterior. A melhora reflete a evolução do ramp-up operacional, com aumento de recuperação metalúrgica, maior teor do minério processado e maior estabilidade da planta.
De acordo com Barbosa, a empresa segue focada em três frentes estratégicas para geração de valor: desenvolvimento de projetos greenfield, investimentos em exploração para alongar a vida útil das minas e crescimento via aquisições. “As aquisições da Era Dorada e da MSG, aliadas ao avanço operacional, nos posicionam para alcançar um patamar superior a 600 mil GEO nos próximos anos”, concluiu o executivo.














