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Por Ricardo Lima
A Aura Minerals divulgou ontem (26) seus resultados financeiros e operacionais consolidados do quarto trimestre e do ano de 2025, registrando desempenho recorde impulsionado pelo aumento da produção, pela valorização dos metais e pelo controle de custos. A companhia encerrou o período com produção de 280.414 onças equivalentes de ouro (GEO), alta de 5% em relação a 2024.
A empresa teve um EBITDA ajustado recorde de US$ 547 milhões, e projeta crescimento significativo da produção nos próximos anos. Os resultados refletem um ano considerado estratégico pela companhia, marcado por aquisições, expansão de operações, novos projetos e avanços estruturais voltados ao aumento de capacidade e reservas minerais.
“Uma maior produção, os preços mais altos dos metais e os custos estáveis levaram a Aura a outro conjunto de resultados recordes”, afirmou o presidente e CEO da companhia, Rodrigo Barbosa.
Operações brasileiras e avanços da companhia
No quarto trimestre, a produção total atingiu 82.067 de onças de ouro consolidadas, avanço de 11% frente ao trimestre anterior e de 23% na comparação anual.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção nas operações de Almas, no Tocantins, e Borborema, no Rio Grande do Norte, além da incorporação da mina Mineração Serra Grande (MSG), em Goiás, adquirida pela companhia em dezembro.
No consolidado de 2025, a unidade Apoena, no Mato Grosso, produziu 35.304 mil onças de ouro, enquanto Almas registrou 56.979 mil onças e Borborema, 28.573 mil. Já a recém-adquirida MSG respondeu por 4.761 mil onças, considerando apenas a produção referente ao mês de dezembro.
“Para 2026, projetamos que a produção cresça para entre 360 mil e 390 mil onças equivalentes de ouro (GEO), enquanto seguimos preparando a MSG e a Apoena para maior produção, buscamos oportunidades para ampliar a capacidade em Borborema, avançamos no desenvolvimento subterrâneo e expandimos a capacidade em Almas“, afirmou Rodrigo Barbosa.
A receita líquida do quarto trimestre alcançou US$ 321,6 milhões, alta de 30% em relação ao trimestre anterior e de 88% na comparação anual, refletindo o aumento dos preços do ouro e maior volume de vendas. No acumulado de 2025, a receita totalizou US$ 921,7 milhões, crescimento de 55% sobre 2024.
Rodrigo Barbosa destacou que o desempenho do quarto trimestre foi um dos principais destaques do período, com EBITDA ajustado de US$ 207 milhões, consolidando o sexto recorde trimestral consecutivo da companhia.
Entre os principais marcos estratégicos do ano, a Aura concluiu a construção e iniciou a produção comercial do projeto Borborema dentro do orçamento e do cronograma. A companhia também finalizou a aquisição da mina MSG por US$ 76 milhões e realizou sua listagem na Nasdaq, ampliando liquidez e presença no mercado internacional.
A empresa ainda avançou no projeto Era Dorada, na Guatemala, que deverá operar como mina subterrânea de ouro com produção estimada de 111 mil GEO nos primeiros quatro anos.
Outro avanço relevante foi a obtenção de licença para realocação de uma rodovia federal que atravessa a mina Borborema, o que poderá aumentar em 82% suas reservas minerais e elevar a vida útil da mina para 21 anos.
Perspectivas para 2026
Para esse ano, a Aura projeta produção entre 360 mil e 390 mil de onças de ouro, com aumento gradual da produção nas operações MSG e Apoena, expansão da capacidade em Borborema e Almas, além da continuidade de campanhas de exploração.
“Ao longo de 2025 e dos últimos meses, a Aura tomou medidas decisivas em direção à nossa previsão de superar 600 mil onças equivalentes de ouro (GEO) por ano, enquanto continuamos identificando e buscando oportunidades para avançar ainda mais”
Rodrigo Barbosa – CEO da Aura Minerals
A empresa também prevê melhorias operacionais e otimização de custos na mina MSG, adquirida em dezembro de 2025, além de investimentos em desenvolvimento subterrâneo e ampliação de reservas minerais.














