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Por Ricardo Lima
A Jaguar Mining anunciou nesta quarta-feira (7) que obteve aprovação da Agência Nacional de Mineração (ANM) para retomar operações essenciais de mineração e processamento no Complexo MTL, que inclui a Mina de Turmalina, considerada estratégica para a recuperação dos níveis planejados de produção de ouro da companhia. O complexo está localizado no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.
A autorização permite a reativação da lavra subterrânea, do desenvolvimento de mina e do pleno funcionamento das plantas metalúrgica, de preenchimento com pasta e da unidade de filtragem, reforçando a estratégia de crescimento da empresa para 2026. Como informado pelo Minera Brasil em 16 de dezembro, a Jaguar Mining concluiu as obras de remediação no Complexo MTL, protocolou junto à ANM toda a documentação técnica necessária para a retomada gradual das operações e estava no aguardo da autorização do órgão regulador.
A decisão da ANM foi formalizada por meio do Termo de Desinterdição nº 1/2026/ANM/SFI-ANM, emitido em 7 de janeiro de 2026, que suspende as restrições anteriormente impostas às operações do complexo MTL. O CEO da companhia, Luis Albano Tondo, destacou o papel do órgão regulador no processo.
“A Jaguar gostaria de expressar sua profunda gratidão à ANM pela diligência exemplar e pela condução célere da análise dessas operações”, afirmou o executivo. De acordo com Tondo,
“a ação decisiva da ANM e o processo de revisão abrangente demonstram cooperação e sinalizam um compromisso mútuo com os mais altos padrões de segurança e mineração responsável”.
Luis Albano Tondo – CEO da Jaguar Mining
Com a decisão, a empresa está autorizada a avançar nas etapas 3, 4 e 5 de seu Plano de Retomada Gradual. O incidente envolvendo a pilha de empilhamento a seco de Satinoco, que motivou a suspensão temporária das atividades, foi definitivamente desativado, sem previsão de deposição de novos materiais no local.
Como parte das medidas adotadas, a Jaguar informou que colocou em operação recentemente uma nova instalação de rejeitos, descrita como moderna e totalmente apta a sustentar a retomada das atividades no complexo MTL. A iniciativa, segundo a companhia, reforça o compromisso com segurança operacional e sustentabilidade ambiental.
Dependência de liberação ambiental para reinício efetivo
Apesar do aval da ANM, a retomada efetiva das operações ainda depende de autorização final do Núcleo de Emergência Ambiental (NEA), órgão independente responsável exclusivamente pela supervisão de questões ambientais. A liberação do embargo ambiental está condicionada à análise, pelo NEA, da decisão da ANM.
A Jaguar informou que encaminhou imediatamente a decisão da agência reguladora ao NEA e aguarda agora o reconhecimento formal para que as atividades no complexo MTL possam ser reiniciadas.
Para Tondo, a aprovação representa um divisor de águas. “Este é um marco extremamente significativo para a Jaguar. Nossas equipes trabalharam incansavelmente não apenas para atender, mas para superar os padrões de segurança exigidos”, declarou. O CEO acrescentou que a expectativa é de que a retomada da Mina e da Planta Turmalina no complexo MTL “represente um ponto de inflexão para a companhia”, impulsionando a estratégia de crescimento sustentado ao longo de 2026 e nos anos seguintes.














