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Por Ricardo Lima
A Aura Minerals anunciou na quinta (26) a assinatura de um acordo de cooperação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a realocação de uma rodovia federal que atravessa parte da mina Borborema, no Rio Grande do Norte. A medida permitirá ampliar significativamente as reservas minerais do projeto, acrescentando cerca de 670 mil onças de ouro e elevando o total estimado para 1,5 milhão de onças.
A rodovia federal passava sobre uma área onde há ocorrência de ouro dentro da mina. Enquanto a estrada permanecia no local, a empresa não podia escavar esse trecho por razões legais, de segurança e relacionadas à presença da infraestrutura pública. Com a realocação, a área torna-se disponível para exploração mineral e o volume passa a integrar oficialmente as reservas do projeto.
A atualização do relatório técnico do empreendimento aponta aumento de 82% na base de reservas, além de reforçar o potencial econômico e operacional da mina, com previsão de vida útil superior a 20 anos e produção média anual estimada em 65 mil onças de ouro.
O presidente e CEO da Aura, Rodrigo Barbosa, afirmou:
“Este acordo é um marco relevante que acelera significativamente a geração de valor em Borborema. Desde a aquisição do projeto, reconhecemos seu grande potencial de crescimento. Com a reserva atualizada em 1,5 milhão de onças — 82% maior que no estudo anterior — estamos avançando imediatamente em soluções de engenharia e capacidade, ao mesmo tempo em que prosseguimos com a realocação da rodovia.”
A empresa informou que o acordo permite avançar imediatamente na conversão de parte relevante dos Recursos Minerais Indicados em Reservas Minerais Prováveis. O estudo de viabilidade atualizado inclui reservas prováveis de 40,7 milhões de toneladas com teor médio de 1,13 grama de ouro por tonelada, totalizando aproximadamente 1,479 milhão de onças.
Segundo a companhia, o projeto apresenta indicadores econômicos robustos, com valor presente líquido estimado em US$ 612,5 milhões e taxa interna de retorno após impostos de 42,8%, considerando preço médio do ouro de US$ 2.274 por onça e taxa de câmbio de R$ 5,70 por dólar.
Além disso, a empresa destaca que o depósito permanece aberto para expansão ao longo de sua extensão e profundidade, indicando potencial para novas descobertas por meio de campanhas adicionais de perfuração.
Operação e planejamento da mina
O relatório técnico indica que o corpo mineral da Mina Borborema está localizado próximo à superfície e se estende a maiores profundidades, com exploração planejada por método de lavra a céu aberto. As operações utilizarão escavadeiras hidráulicas e caminhões de transporte em sistema convencional.
O planejamento prevê capacidade de processamento de 2 milhões de toneladas por ano, movimentação total de cerca de 16 milhões de toneladas anuais e limite de até 10% de material oxidado na planta. A operação também inclui estoques de minério sulfetado e oxidado, além de estruturas para armazenamento de rejeitos.
A empresa projeta vida útil da mina de 20 anos e cinco meses, com possibilidade de revisão do plano de lavra e atualização das reservas diante da valorização do preço do ouro. Um novo relatório de recursos e reservas deverá ser divulgado até o fim do primeiro trimestre.













