sábado, 24 fevereiro, 2024
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Pesquisa com diamantes revela novos insights sobre a formação do Gondwana

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Um estudo publicado na Nature, liderado pela Dra. Suzette Timmerman, da Universidade de Berna, na Suíça, e com a participação de pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB), revelou novos insights sobre a formação do supercontinente Gondwana, utilizando diamantes formados em profundezas extremas da Terra.

Os supercontinentes, que surgem e se separam ao longo da história geológica, são fundamentais para entender os processos tectônicos do planeta. No entanto, estudar esses fenômenos diretamente tem sido desafiador devido à falta de acesso a material geológico das profundezas da Terra.

A equipe internacional de pesquisadores, incluindo especialistas da Universidade de Alberta, da Instituição Carnegie de Ciência, da Universidade Livre de Amsterdã, da Universidade de Bristol e da Universidade de Pádua, utilizou diamantes formados a 300-700 km de profundidade para investigar a evolução do Gondwana.

Análises geoquímicas e datagem das inclusões minerais nos diamantes revelaram que estes se formaram sob o Gondwana quando o supercontinente cobria o Polo Sul, entre 650-450 milhões de anos atrás. À medida que o Gondwana começou a se fragmentar, cerca de 120 milhões de anos atrás, os diamantes, junto com as inclusões minerais, foram trazidos à superfície da Terra em erupções vulcânicas violentas.

Figura: Globo mostrando a localização inicial do supercontinente Gondwana ~ 500 milhões de anos atrás

Curiosamente, as localizações atuais dessas erupções estão nos fragmentos continentais do Brasil e da África Ocidental, partes essenciais do antigo Gondwana. Isso sugere que os diamantes viajaram junto com diferentes partes do supercontinente à medida que ele se dispersava, mantendo-se “colados” à sua base.

Essa pesquisa revela não apenas novos insights sobre a formação do Gondwana, mas também os estágios posteriores de sua evolução. Os diamantes fornecem evidências de um processo de acreção de material jovem às raízes dos continentes, indicando um novo modo potencial de crescimento continental.

Essa descoberta representa um avanço significativo no entendimento dos processos geológicos profundos que moldam nosso planeta e destaca a importância dos diamantes como janelas para o passado distante da Terra.A pesquisa em questão contou com a participação dos pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil Izaac Cabral Neto e Francisco V. Silveira e foi publicada na Nature

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