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Vale tenta vender áreas de extração mineral invadidas no Pará

16 MAI 22

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  • Vale tenta vender áreas de extração mineral invadidas no Pará

Foto: Google Earth

A mineradora Vale está tentando comercializar seus direitos de exploração mineral de manganês em oito regiões localizadas em Marabá, no Pará. Segundo o Estadão, a empresa teria apresentado uma oferta comercial a empresários do setor de mineração no início de abril.

Ocorre que essas áreas de mais de 12 mil hectares, com abundância de Manganês (usado para produção de aço) foram invadidas e “vêm sendo objeto de lavra clandestina desde 2014”, segundo a própria Vale.

Na carta enviada a possíveis compradores, a mineradora deixou claro que o comprador precisará assumir todos os passivos ambientais da área. Além disso, exaltou as "mineralizações promissoras” do projeto que recebeu o nome de “Buriti”.

Em imagens de satélite da região é possível notar que ocorre no local atividades industriais ilegais e de grande porte de retirada de milhares de toneladas de manganês.

Em meio a essa exploração ilegal, a Vale tenta vender os seus direitos de exploração adquiridos há mais de 20 anos.

O Estadão teve acesso à proposta da Vale que afirmava que a área foi invadida por terceiros e que “vem sendo objeto de lavra clandestina desde 2014”.

A mineradora diz que como não é dona da terra – apenas do direito de exploração – não tem legitimidade para remover os invasores. Em vez disso, disse que tem apresentado  denúncias à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à Polícia Federal há oito anos, mas que nada foi feito.

A Vale disse que “promoveu denúncias junto aos órgãos competentes, municiando-os das informações de que dispunha a fim de contribuir para a apuração e fechamento das atividades clandestinas”.

Procurada, a ANM informou que as áreas, apesar das atividades criminosas, ainda não são oficialmente locais de exploração legal de manganês. Isso porque ainda estão em fase de requerimento de concessão de lavra.

Sobre as invasões, a agência disse que “tem trabalhado no combate à lavra ilegal nas áreas de Vila União e Sereno”, fiscalizando as minas e a comercialização do minério de manganês.

Já Igor Lima, procurador da República, afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) segue articulando operações policiais para coibir a extração ilegal de minério. Além disso, informou que o órgão trabalha “oferecendo as ações judiciais e denúncias referentes aos crimes de usurpação mineral.

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