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Caminhoneiros abandonam toneladas de manganês para fugir da polícia no Pará

16 MAI 22

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  • Caminhoneiros abandonam toneladas de manganês para fugir da polícia no Pará

PRF/Divulgação

Toneladas de manganês extraídas ilegalmente na região de Marabá, no Pará, foram abandonadas por caminhoneiros que seguiam pela BR-155 no último domingo (15). Um total de dez veículos foram parados no acostamento e seus motoristas fugiram às pressas para o mato para escapar da Polícia Rodoviária (PRF).

Conforme informou o chefe-substituto da Delegacia da PRF de Marabá, cerca de 800 toneladas de manganês extraídos de forma ilegal foram apreendidos dos caminhões abandonados. A carga é avaliada em US$ 200 mil, ou seja, mais de R$ 1 milhão.

Durante a operação, os agentes federais prenderam quatro motoristas que não tiveram tempo de fugir. Eles foram conduzidos até a base policial.

“Aqueles que conseguimos averiguar até agora, portavam notas fiscais frias. Outras ainda serão verificados”, disse ao Estadão o delegado Gerado Almeida.

Segundo as autoridades, o minério tinha como destino os portos do Pará, de onde seriam despachados, em sua maior parte, para a China.

O manganês é um dos principais minérios exportados pelo Brasil e é amplamente usado na produção de aço e siderurgia. Como noticiou o Minera Brasil recentemente, o minério está no centro de um suposto esquema de fraudes que inclui notas fiscais frias, saques em unidades de conservação e terras indígenas e outros atos ilícitos. Além de Marabá, o foco dos criminosos são os municípios de Parauapebas e Curionópolis.

A fuga dos caminhoneiros ocorre cerca de dois dias depois de ser noticiado que a mineradora Vale, dona de direitos minerários em oito áreas de Marabá, está tentando vender esses títulos. Em proposta a possíveis compradores, a mineradora informou que as áreas em questão foram invadidas por criminosos que exploram ilegalmente o mineral na região.

Segundo o Estadão, os invasores e as empresas que atuam ilegalmente na região tomaram conhecimento das denúncias publicadas pela reportagem.

Ainda segundo o delegado Almeida, os casos foram encaminhados para a Polícia Federal, para abertura de inquérito criminal. Ele disse também que o volume apreendido surpreende porque o transporte do manganês extraído ilegalmente costuma ser feito em menor quantidade para não chamar a atenção.

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