Conteúdo Publicitário

Alcoa amplia investimentos para produção de alumínio no Brasil

17 MAI 22

Views139 Views

Comentários0 Comentários

  • Alcoa amplia investimentos para produção de alumínio no Brasil

Foto: Silvia Zamboni/Valor

A multinacional focada na produção de alumínio Alcoa, que atua em Juruti (PA), São Luís (MA) e Poços de Caldas (MG), está se reposicionando no Brasil com mineração de bauxita e fabricação de alumina e do metal bruto.

No Pará, a empresa processa o mineral bauxita. Já no Maranhão, fabrica alumina e alumínio primário. E, em Minas Gerais, tem produção integrada de aluminas especiais e reciclagem de sucata de alumínio.

Conforme noticiado pelo Minera Brasil, no final de abril deste ano, a empresa e sua parceira South 32 no Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar) retomaram as atividades da fábrica de produção de alumínio Redução, em São Luís. A Alcoa tem 60% de participação no consórcio e é a operadora do negócio.

A decisão de retomar as atividades se deu em meio a um aumento da demanda por alumínio. Juntas, as empresas estão investindo US$ 186 milhões no negócio.

O presidente da Alcoa no Brasil, Otávio Carvalheira, disse ao Valor Econômico que em 2023, a Alcoa já prevê colocar no mercado 268 mil toneladas de metal primário.

O volume faz referência à totalidade de sua participação na Alumar. A prioridade da produção é o mercado local, que cresceu 11% em 2021.

“Agora, com o religamento da Alumar, o país volta a ser autossuficiente em metal primário”, destacou Carvalheira

Neste ano, o consórcio prevê produzir de 120 a 130 mil toneladas com o religamento gradual de fornos.

Além disso, foram contratados 416 funcionários para a fundição, totalizando 790 pessoas empregadas só nesta frente. Considerando a refinaria, o total de pessoas empregadas na Alumar é de mais de 1.600.

“A Alcoa voltou a fechar o ciclo e isso é fruto de uma combinação de fatores: visão de longo prazo, demanda local e mundial, suprimento de metal, questões ambientais, uso de energia renovável (eólica e solar) competitiva, metal associado a soluções de eletrificação”, diz o executivo.

Segundo Carvalheira, os cenários atuais apontam para uma demanda global por alumínio consistente e um bom custo-benefício.

A empresa também está investindo na sua unidade de Poços de Caldas, onde iniciou suas atividades no Brasil há 57 anos. Atualmente, as operações na região incluem mineração, refinaria, químicos, refusão e fábrica de pó de alumínio. Também são produzidas no local aluminas especiais, destinadas a tratamento de água, ao setor de refratários e abrasivos.

De acordo com Carvalheira, a empresa está investindo mais de R$ 300 milhões em uma nova tecnologia que vai transformar rejeito em um bloco seco a ser depositado em área própria pelo método de empilhamento a seco.

Há também no local uma unidade fabril de reciclagem que produz lingotes, tarugos e pó de alumínio a partir da fusão de metal de sucata com alumínio primário. O volume obtido por ano é de 45 mil a 50 mil toneladas.

Leia também: Samarco é autorizada a ampliar mineração em região onde ficava barragem de Fundão

Leia também: Mineradora RMB firma acordo com associação de moradores da Vila Alto Bonito, no Pará

Leia também: ArcelorMittal é a nova mantenedora do Museu do Amanhã no Rio

 

Comentários